Incêndio em ginásio destrói equipamentos do basquete de cadeirantes

Técnico do Tubarões estima prejuízo de mais de 100 mil reais

Incêndio em ginásio destrói equipamentos do basquete de cadeirantes

O Ginásio Jamal Farjallah Bazzi é o único em Ponta Grossa adaptado para deficientes - Foto: Arquivo

Um incêndio no Centro Esportivo Jamal Farjallah Bazzi, conhecido como Ginásio do Deficiente, destruiu equipamentos do basquete de cadeirantes de Ponta Grossa. Segundo o técnico do Tubarões, time que representa o município nas competições oficiais da modalidade, Ben Hur Chiconato, a equipe perdeu todas as cadeiras de rodas.  "Hoje, posso falar para você que o nosso projeto está acabado", lamenta. 

O Capitão Renan Augusto Bortolassi, do Corpo de Bombeiros de Ponta Grossa afirma que o incêncio foi considerado de pequenas proporções por terem sido utilizados apenas dois extintores no combate. O soldado Harisson Forte afirma que, no relatório, foi constado que havia princípio de incêndio em materiais sólidos, como cadeiras, pneus, câmaras e colchões, guardados em um depósito com acesso pela quadra de esportes do Ginásio - esta era a sala da equipe do Tubarões.

"Chegando lá, me deparei com a porta arrombada, por conta do trabalho do Corpo de Bombeiros, e o nosso equipamento, absolutamente tudo, cadeiras, rodas, uniformes, bolas, acessórios de reserva, tudo virado em cinzas. Foi um choque muito grande. Fizemos o boletim de ocorrência e acredito que a polícia vá fazer a perícia no local para identificar se houve uma falha estrutural ou houve um ato de vandalismo", conta Ben Hur.

Atualmente, o Tubarões, que existe há 11 anos, lidera o ranking paranaense na conquista de títulos, tanto em campeonatos estaduais quanto em jogos paradesportivos. "Além da solidariedade, recebemos a manifestação de várias pessoas, especialmente do patrocinador, que disseram que vão nos ajudar. O secretário de esportes também está engajado para conseguir verbas para que possamos recuperar nosso material. Mas no momento não temos nada de concreto", reforça o treinador. 

O Memorial do Basquete de Ponta Grossa também estuda a possibilidade de arrecadações para reerguer o basquete de cadeira de rodas da cidade. Enquanto isso, equipes de cidades paranaenses como Castro, São José dos Pinhais e Cascavel se prontificaram a emprestar materiais. 

Foram 12 cadeiras perdidas. O treinador ainda faz o levantamento, mas estima um prejuízo de 110 a 120 mil reais. Em 2019, o Tubarões conseguiu adquirir novos equipamentos através de um novo patrocínio. "É complicado confeccionar o material novo, demora pelo menos três meses entre fazer a medição dos atletas - porque são cadeiras especiais e personalizadas - e ter o material em mãos, a partir do momento que tivermos o dinheiro, e se conseguirmos esse valor. Campeonato Paranaense, Jogos Paradesportivos, Campeonato Brasileiro, todos estão comprometidos neste momento", reforça Ben Hur. 

A maioria dos atletas do Tubarões vem de uma longa caminhada no basquete de cadeira de rodas. O time estudará formas para conseguir captar recursos e tenta se manter confiante. Em 2020, o Tubarões iniciou os treinos em 8 de janeiro e participou de campeonatos como o Torneio Sesc/Caiobá e a Copa Centro Sul Sudeste.

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