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“Deixe que pensem que sou um técnico retranqueiro”, diz Schulle

Treinador derruba discurso de adversários com o melhor ataque do PR

Por: ‎Emmanuel Fornazari em 28/02/2015 07:50:18 atualizado em 17/01/2019 02:17:01

“Deixe que pensem que sou um técnico retranqueiro”, diz Schulle

Schulle mostra com melhor ataque que está longe de ser retranqueiro - Foto: Josué Teixeira

“Deixe que pensem que sou um técnico retranqueiro”, diz Schulle
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Este texto já começa derrubando por terra o primeiro argumento para criação de um estereótipo falho sobre o técnico do Operário Ferroviário Esporte Clube (OFEC). “Sabíamos que ele iria jogar atrás, é gaúcho”, dissera o técnico do Londrina, Cláudio Tencati.


A declaração do técnico londrinense ocorreu após a derrota do Tubarão para o Operário por 1 a 0. Pois bem, Itamar Schulle definitivamente não é gaúcho, até porque o treinador nasceu em Ituporanga, Santa Catarina, em 8 de abril de 1967.


Posto isto, é possível verificar que - apesar de ter um histórico profissional dentro e fora dos gramados na região Sul, em especial em terras catarinenses e gaúchas - Schulle não pretere o ataque em preferência ao sistema defensivo. Pelo contrário.


O grupo formado por ele no Operário já possui 10 gols no Campeonato Paranaense, tendo marcado tentos em todas as partidas e com uma média de 2 gols por jogo. De quebra, a equipe possui o melhor ataque da competição até aqui.


Além disso, dos 10 gols do Fantasma, oito foram marcados jogadores do setor ofensivo: Ruy (1), Paulinho (1), Juba (1), Joelson (2) e Douglas (3). Os outros dois vieram de volantes - Jhonatan Silva e Léo Salino - sendo de perto ou dentro da área com bola rolando.


“Pessoas que comentam isso [que sou retranqueiro] são mal informadas. Tirando o Brasil de Pelotas, eu fui o treinador que mais tempo ficou numa equipe no Rio Grande do Sul. Foram quase 2 anos de Novo Hamburgo e segundo melhor ataque do campeonato gaúcho”.


Nesta passagem, Schulle conquistou três feitos expressivos: vice-campeão do primeiro turno do estadual; e campeão da Taça Piratini e do Campeonato Metropolitano. “Eu sempre busquei o gol, porque atacando, você corre menos risco atrás”, aponta Schulle.


Quando chegou ao Criciúma (RS), a equipe precisava marcar gols em todos os jogos. Em quatro, foram oito gols, segundo o atual técnico do Operário. “Deixe que pensem que sou um técnico retranqueiro, isso me dá até alegria”, brinca o treinador.


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Atualmente o sistema de jogo do Operário possui três volantes. Desde que Itamar Schulle optou por essa mudança, a equipe fez seis gols em dois jogos. “Depende da carecterística dos jogadores. O treinador tem que estar atento a isso”, crava.

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