Mateus Lima mostra serviço em campo e vai da ansiedade à insônia

Atacante passa por mistura de sentimentos em menos de um mês

Mateus Lima mostra serviço em campo e vai da ansiedade à insônia

Mateus Lima usou a cabeça para fazer o primeiro gol pelo Operário - Foto: Josué Teixeira

Ele pisou no gramado aos 39 minutos do segundo tempo e mudou a história do jogo. O atacante Mateus Lima, de 22 anos, estreou pelo Operário Ferroviário Esporte Clube (OFEC) marcando o gol da vitória sobre o Atlético-PR, no Germano Krüger. Uma emoção inédita na carreira do jogador.


“O sentimento é único. Foi a primeira vez que eu marquei um gol assim em estreia. Foi um dos meus momentos mais especiais no futebol. Ainda mais pela forma como o jogo se desenhou, com estádio cheio. Foi um presente para o torcedor e para mim também”.


Após o jogo, Mateus acabou enfrentando um problema já esperado: a insônia. “Foi complicado dormir. Estava na adrenalina da partida e fiquei por horas lembrando do lance e pensando em tudo o que aconteceu. Consegui pegar no sono às 5 horas da manhã. Espero sentir isso outras vezes”, brinca.


Nascido em Iturama, no interior de Minas Gerais, o centroavante acumula passagens recentes por clubes como Grêmio Barueri (SP), Sport (PE) e Luverdense (MT). No dia 20 de fevereiro, ele desembarcou em Ponta Grossa, onde começou a jornada pelo Fantasma.


Depois de quase um mês, Mateus teve poucas chances de percorrer e conhecer a cidade. Assim como os atletas mais jovens, o atacante mora atualmente no alojamento do clube, em Vila Oficinas, pois aguarda o transporte do seu carro para Ponta Grossa.


Durante esse período ele passou por momentos de extremo nervosismo. Foram exatamente 18 dias de espera até a regularização do contrato na CBF e a chance de figurar pela primeira vez entre os relacionados. “Eu estava muito ansioso por conta da demora na documentação”, relembra.


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Porém, Mateus estava predestinado a atuar pela primeira vez justamente contra o Atlético. “Quando eu cheguei um dos diretores me disse: você vai estrear contra o Atlético. A minha expectativa era jogar antes, mas graças a Deus as coisas aconteceram no tempo certo”.


Agora o atacante iluminado coloca uma dúvida na cabeça do técnico Itamar Schülle. Ele e Douglas devem brigar pela vaga de centroavante. “Será uma disputa sadia. Quem ganha é o Operário. O Douglas está jogando bem e eu vou estar preparado para novas oportunidades”.

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