Colunas

Menos pichação, mais futebol

Por ‎Emmanuel Fornazari em 21/03/2019 17:53:16

Menos pichação, mais futebol
De bate-pronto: Pichação é crime, crime deve ser investigado, os responsáveis indentificados e punidos,e isso é com a polícia. 
 
O vandalismo no Estádio Germano Krüger é inconcebível, não tem discussão, até porque é crime, e crime não se discute. Mas o futebol, esse se debate, sim. Então, vamos ao que interessa mais.
 
Além de danos ao patrimônio, a pichação só serviu para uma coisa: tirar o foco do rendimento e qualidade do time e de jogadores pontuais, que são as coisas mais importantes no momento.
 
É difícil dizer que o time foi bem após uma derrota por 3 a 0. Porém, houve pontos positivos, e que poderiam se traduzir em um resultado melhor caso não acontecessem erros imperdoáveis para uma equipe que vai jogar a Série B do Campeonato Brasileiro.
 
O técnico Gerson Gusmão acertou na proposta de pressionar a saída de bola do Athletico. Quando os jogadores de frente acertaram o combate um a um a pressão gerou oportunidades de gol. A mais clara com Lucas Batatinha, que perdeu o que não se pode perder contra um time de qualidade.
 
Só que isso aconteceu já depois do Fantasma tomar 1 a 0 - de novo, aos quatro minutos, numa falha sem justificativas. Um jogador não pode chutar a menos de meia altura dentro da área em uma cobrança de escanteio. Léo errou gravemente na marcação. Concentração em baixa. Antes, Sosa já havia espanado uma bola e Alisson tocado errado, ao tentar atravessá-la entre quatro atletas rivais.
 
A movimentação de Robinho e Cleyton era boa. A saída de trás de Índio também colaborava. Porém, o Fantasma não tinha eficiência à frente. Gersinho elencou este fator na coletiva após o jogo. Não havia amplitude. 
 
Além disso, quando a bola atravessava a linha de pressão dos jogadores de frente, o Atlhetico ganhava corpo porque tinha cinco jogadores nessa faixa, que se movimentavam bem. Subindo a marcação, o Operário abriu as linhas. Antes do segundo gol, teve uma bola na trave, porque houve espaço para o chute. 
 
O Athletico não era excepcional, longe disso. Era letal, o que bastava. A expulsão de Léo, após dois cartões amarelos, também é condenável. Mesmo que se questione o primeiro cartão, ele já sabia que o tinha e fez uma falta dispensável. 
 
Ali, a chance de conseguir reverter alguma situação desfavorável prosternava. Foi encoberta por terra quando Rafinha desperdiçou, logo depois, um gol dentro da área, que também não se pode perder. São seis jogos seguidos dele como titular, nenhum gol, só uma assistência, e algumas faltas cavadas. Nenhum outro atleta teve tanta sequência na parte ofensiva do Fantasma.
 
A derrota em si não era algo grave. A forma como foi, sim. Era possível ter vencido o Athletico na Arena da Baixada, a estratégia pensada para o jogo pareceu ser eficiente, mas foi minada. É possível jogar muito melhor, ter rendimento e resultado, mas para isso é preciso uma chacoalhada, uma mudança de postura.
 
O sarrafo da Série B é mais alto. A concorrência, com qualidade, entre os times será muito maior. A concorrência interna, dentro do elenco, também precisa ser. Reforços são necessários, porque sem sombra apenas se vaga.
https://www.netesporteclube.com.br/coluna/189/menos-pichacao-mais-futebol" data-text="Menos pichação, mais futebol">
‎Emmanuel Fornazari

‎EMMANUEL FORNAZARI

Jornalista formado pela UEPG em 2010, foi repórter de esportes e política do Jornal da Manhã de Ponta Grossa, no Paraná. Foi produtor, âncora e colunista da Rádio Sant''Ana, editor-chefe do programa esportivo Show de Bola do SBT e comentarista esportivo do programa Esporte Emoção, da TV Educativa. Atualmente, além de diretor geral do Net Esporte Clube, é editor de texto na Rede Massa/TV Guará/SBT.

PublicidadeNEC