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O que as contratações trouxeram de bom ao Operário? ​

Por ‎Emmanuel Fornazari em 21/04/2019 11:58:47

O que as contratações trouxeram de bom ao Operário? ​
Além de aplicar uma injeção de ânimo nos torcedores na semana de véspera da estreia na Série B, a vitória do Operário sobre o Athletico sub-20 apresentou indicações interessantes de como a equipe, com as contratações para o Brasileiro, pode render.
 
Antes, porém, vale destacar dois atletas remanescentes. Pouco aproveitado no Paranaense, Xuxa foi o camisa 10 no jogo-treino e teve uma atuação que o credencia a iniciar a competição como titular. Não se pode esperar que ele seja participativo o jogo inteiro, que conduza todas as jogadas de ataque. Foge da característica dele, sem falar que não é mais um menino. Entretanto, no teste deste sábado no Estádio Germano Krüger fez o que é necessário e com alta eficiência: quebrou a marcação do Athletico com passes e - o que eu particularmente mais aprecio num camisa 10 - chegou para finalizar e decidir.
 
Já o lateral Allan Vieira foi intenso como já se esperava desde que chegou ao Fantasma. Melhor fisicamente, construiu diversas jogadas pelo lado esquerdo, seja em profundidade para cruzar (mais vezes que) ou infiltrando pelo meio. Participou de dois gols com assistência. Detalhe que pela forma como conduz a bola, conseguiu enganar a marcação ao não revelar se iria para o fundo ou em diagonal, característica importante para abrir a defesa adversária. Mas vale ressaltar que, claro, adversários da Série B possuem marcadores mais experientes que a garotada do Athletico.
 
Posto isso, vamos às contratações.
 
O lateral Maílton teve poucas chances, difícil de avaliar. Tende a ser um lateral de características diferentes de Léo e Danilo Báia, sendo bom na bola parada; que sabe preencher uma linha de marcação à frente; e que arrisca mais o drible.
 
O atacante Uilliam tem agilidade e boa técnica. Foi bastante utilizado para dar cobertura a Léo e se apresenta bem para o complemento de jogadas dentro da área, quando a movimentação se inicia no lado oposto. Foi assim nos dois gols que fez. Ainda falta maior sintonia pelo lado direito, o que impediu de realizar mais triangulações com o próprio Léo e outro meio-campista ou atacante.
 
Pelo lado esquerdo, Felipe Augusto trouxe condições diferentes na comparação com outros atacantes do Operário. Ele joga pelo lado, mas não é um atacante que atua extremamente aberto. Felipe se aproxima bem do centroavante, dá opção de tabela, chega para finalizar e contribui para que o meia consiga abrir o jogo. É mais um segundo atacante do que um ponteiro, o que é fundamental para dar mobilidade ao esquema ofensivo, algo que faltou no Paranaense deste ano.
 
Por fim, Lázaro foi bem na zaga. Demonstrou segurança, posicionamento e certa agilidade, só que sentiu a saída de Sosa, machucado. Ao lado de Rodrigo, faltou sintonia. A diretoria deveria investir em mais um zagueiro para a Série B, trazendo um atleta experiente na competição, mais veloz que os atuais defensores e que possa brigar pela titularidade com o próprio Lázaro e Sosa.
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‎Emmanuel Fornazari

‎EMMANUEL FORNAZARI

Jornalista formado pela UEPG em 2010, foi repórter de esportes e política do Jornal da Manhã de Ponta Grossa, no Paraná. Foi produtor, âncora e colunista da Rádio Sant''Ana, editor-chefe do programa esportivo Show de Bola do SBT e comentarista esportivo do programa Esporte Emoção, da TV Educativa. Atualmente, além de diretor geral do Net Esporte Clube, é editor de texto na Rede Massa/TV Guará/SBT.