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Operário tem números que preocupam e precisam ser consertados na Série B

Por Felipe Gustavo em 04/05/2019 23:19:10

Operário tem números que preocupam e precisam ser consertados na Série B

A Série B do Campeonato Brasileiro ainda está na reta inicial, mas cada rodada tem o mesmo valor de importância. Ou seja, não dá para relaxar em nenhum momento. Pensando nesse aspecto, o Operário Ferroviário precisa consertar com urgência duas situações que podem incomodar ainda mais a longo prazo: troca de passes (criação) e, por consequência, o volume de finalizções.

Apesar da vitória na primeira rodada contra o América-MG, algo já havia me preocupado e chamado a atenção negativamente. Mesmo com menos posse de bola, o Fantasma errou mais passes do que o Coelho. Foram 63 contra 46 do adversário. No segunto tempo da partida, quando o time alvinegro deu a posse de bola ao rival, o Operário trocou (ou tentou trocar) ao todo 80 passes. Desses, 32 foram errados. O índice de acerto foi de apenas 60%.

Pensei naquele momento em se tratar de algo passageiro. Talvez nervosismo pela primeira rodada. E queira ou não os três pontos na estreia, dentro de casa, eram o que mais importavam.

Veio então o jogo com o Cuiabá e o que se viu? Novamente o Operário voltou a errar mais passes do que o adversário. Desta vez foram 74 'entregadas' de bola para o rival. O Dourado errou 54 vezes.

O futebol não é uma ciência exata. Mas vamos aos cálculos. O Fantasma trocou nas duas primeiras rodadas 639 passes, sendo 137 errados. Ou seja, a cada 4,66 passes o time erra um. A média indica que a equipe não consegue trocar cinco passes consecutivos sem falhas. E tudo isso culmina no seguinte fato: a equipe de Vila Oficinas é a que menos finaliza a gol na Série B.

Em duas rodadas foram somente 13 finalizações, sendo três em direção ao gol. Com dois tentos marcados, isso até significa que a pontaria é boa quando a chance aparece. O problema é justamente ela aparecer, já que a troca de passes está ineficaz.

Faltando 36 rodadas pela frente, essa é a hora de consertar o que já está claro. A criatividade não tem sido o ponto alto desde o Campeonato Paranaense. Falta inspiração e falta precisão - fatores fundamentais para quem quer encantar o torcedor e brigar por algo maior em 2019.

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Felipe Gustavo

FELIPE GUSTAVO

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha como assistente de produção na Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.