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Vitória alvinegra de superação, mas com sufoco desnecessário

Por Felipe Gustavo em 21/08/2019 09:09:01

Vitória alvinegra de superação, mas com sufoco desnecessário

O Operário conquistou a vitória de 1 a 0 sobre o Guarani com doses de superação e de um jogo coletivo eficiente no Estádio Germano Krüger. Em compensação, algumas decisões (ou indecisões) individuais acabaram tornando o caminho do Fantasma para os três pontos mais complicado do que deveria ser.

O lance da expulsão do zagueiro Lázaro podemos comentar depois... ainda no primeiro tempo houve situações de jogo que poderiam deixar a equipe alvinegra passar menos sufoco. Os minutos iniciais ainda apresentaram o Operário com dificuldade na saída de jogo. Erros pontuais de passe e no combate um contra um criaram perigo à meta do goleiro André Luiz.

Maílton, com pouco ritmo e bem marcado, demorou um pouco mais a engrenar a sua característica de velocidade. Coube ao time de Gerson Gusmão forçar mais pelo lado esquerdo. Cleyton é uma peça diferenciada no meio. Ele participa bem e ativamente das jogadas rápidas coletivas (foi assim que chegou ao gol), mas encontrou dificuldades no um contra um, perdendo lances importantes, principalmente para Ricardinho, do Guarani.

Quem viveu situação semelhante foi Lucas Batatinha. Individualmente desperdiçou oportunidades que teriam matado o jogo ainda no primeiro tempo. Mas o 'camisa 9' consegue ser mais participativo do jogo coletivo do que Bruno Batata e Schumacher, por exemplo. Enquanto os dois concorrentes seguram a bola de costas para o gol, Batatinha acelera para jogar de frente para a meta - algo em que o Fantasma estava carente.

O momento que quase estragou a festa em Vila Oficinas foi a expulsão do zagueiro Lázaro. Outro problema individual. Dois minutos antes, o primeiro cartão amarelo do defensor já foi desnecessário por retardar o reinício de jogo. Era precoce querer segurar o jogo desta forma com apenas 11 minutos. Logo depois veio a indecisão com André Luiz. Não culpo exclusivamente o zagueiro.

É possível perceber que André faz um sinal abrindo os braços de que tudo 'está limpo' ou de que 'vai em direção à bola'. Inclusive, creio ser mais indicado que o goleiro vá na bola por estar de frente para a jogada do que o zagueiro que está de costas para o lance. Na falha de comunicação, Lázaro perdeu o tempo, fez a falta e merecidamente levou o cartão vermelho.

A SUPERAÇÃO

Apesar da fragilidade do ataque adversário, o posicionamento defensivo do Operário com um a menos foi eficaz, com linhas compactadas. Destaque para o fechamento dos corredores. Na esquerda, Allan Vieira segurou o experiente Éder Luís do início ao fim do segundo tempo e ainda contou com o auxílio de Índio. Na direita, Maílton, que cresceu na etapa complementar, deu conta do recado com o suporte de Marcelo à frente.

O trabalho em sintonia e em conjunto garantiu ao Fantasma atingir os 24 pontos na classificação e a noite dormida no 'Top 10' da Série B do Brasileiro.

DESTAQUES

Para finalizar destaco duas atuações individuais. Uma delas do zagueiro Rodrigo. Muito criticado por falhas contra o Atlético-GO no revés por 4 a 2, o defensor fez o papel de 'xerifão' e demonstrou seguranças em momentos cruciais do duelo desta terça.

Outro que agrada bastante é o volante Jardel. Ele lembra um pouco do Lucas - campeão paranaense pelo Operário em 2015. É um jogador que desarma bem e, quando recupera a bola, parte de imediato para a saída de jogo, sem deixar o time lento.

Foto: João Vitor Rezende

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Felipe Gustavo

FELIPE GUSTAVO

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha como assistente de produção na Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.

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