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Caminho do gol: como o Operário balança as redes na Série B?

Por Felipe Gustavo em 20/09/2019 12:41:46

Caminho do gol: como o Operário balança as redes na Série B?

No futebol o que importa é bola na rede, mas para que ela entre lá é necessária uma eficaz construção ofensiva. No caso do Operário Ferroviário - atual 5ª colocado da Série B - o principal caminho é pela faixa central do gramado, com infiltrações na grande área. Nos últimos jogos, o Fantasma deixou de ser dependente apenas da bola parada, o que é benéfico para criar versatilidade no ataque.

Dos 21 gols anotados pelo Alvinegro na Segunda Divisão, nove nasceram com jogadas de infiltração na área do adversário. Felipe Augusto - pelas beiradas da grande área - é quem se destaca. Foi dessa maneira por exemplo que ele anotou os dois tentos da vitória contra a Ponte Preta.

Nesse aspecto, o camisa 7 tem um papel fundamental. O Operário fez três gols após rebotes. Dois deles nasceram de jogadas semelhantes do artilheiro. Contra o CRB ele finalizou, a bola bateu na trave e Lucas Batatinha marcou. Diante do São Bento, pelo mesmo setor, Felipe arriscou, o goleiro bateu roupa e Lucas Gaúcho empurrou para o gol vazio.

A segunda jogada que mais rende comemorações em Vila Oficinas é a bola parada. São sete gols desta forma. Logo após aparecem os cruzamentos com bola rolando: cinco ao todo. Porém a proporção diminuiu depois da Copa América. Antes da parada, todos os quatro gols anotados pelo Fantasma surgiram de lances de bola parada e cruzamentos. Depois, com a melhora de rendimento, o time criou outras formas de chegar à meta rival.

Por isso na postagem anterior da coluna - ainda repercutindo a derrota por 3 a 0 para o Oeste - critiquei a dependência da equipe em relação aos cruzamentos. Sem aproximação e com doses de desespero, a alternativa encontrada nas jogadas pelos flancos é levantar a bola de qualquer jeito na área, o que nem sempre dá resultado. No jogo seguinte - vitória de 2 a 1 sobre a Ponte Preta - o número de cruzamentos caiu pela metade.

É por esse aspecto que o Operário leva vantagem quando escala Lucas Batatinha como camisa 9. Com mais fluxo pela faixa central de campo, a equipe necessita de atacantes que atuem de frente para o gol e não tanto da referência, que costuma trabalhar de costas para a meta.

GOLS DO OPERÁRIO NA SÉRIE B

Infiltração/jogadas na direção da área: 9 gols
Bola parada: 7 gols
Cruzamentos altos com bola rolando: 3 gols
Cruzamentos rasteiros com bola rolando: 2 gols
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Dentro da área: 21 gols
Fora da área: 0 gols
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Perna direita: 11 gols
Perna esquerda: 5 gols
Cabeça: 5 gols
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Escanteios: 4 gols
Pênaltis: 2 gols
Faltas: 1 gol
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Rebotes: 3 gols

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Felipe Gustavo

FELIPE GUSTAVO

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha como assistente de produção na Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.

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