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Operário é o clube que mais sofre gols nos 15 minutos finais e o que menos faz

Por Felipe Gustavo em 08/10/2019 15:18:11

Operário é o clube que mais sofre gols nos 15 minutos finais e o que menos faz

Neste final de semana - após a derrota de 2 a 1 do Operário para o Brasil de Pelotas - recebi a solicitação de um torcedor do Fantasma.

"Não tenho dados, mas creio que a maioria dos gols que o Operário sofre são no segundo tempo, talvez a maioria após 20 minutos. Se você tiver os dados faça um levantamento, se eu tiver razão creio que a causa seja um mal preparo físico."

A solicitação do torcedor é uma ordem. E a impressão que ele teve não está equivocada. Cravamos: o Operário é o clube da Série B que mais sofre gols nos 15 minutos finais das partidas.

Dono da quarta pior defesa do campeonato, o Fantasma foi vazado 11 vezes entre o 30º minuto do segundo tempo e o apito final do árbitro. Isso representa mais de um terço dos gols sofridos em toda a Série B: são 31 no total.

Atrás da equipe alvinegra aparecem São Bento (10 - com um jogo a mais), Vitória (9) e América-MG (7).

E vou além nessa solicitação do torcedor: o Operário é o time que menos marca gols nos 15 minutos finais. Foi apenas um em 26 jogos (o empate com o Botafogo-SP). O Bragantino - líder da Série B - anotou 15 nesta fase das partidas.

É comum no futebol a maior parte dos gols ocorrer nos minutos finais, mas é sinal de problema quando você sofre muitos e não marca. O primeiro fator é físico - algo que o clube vai precisar ajustar no planejamento para 2020 certamente, mas há outros fatores que podem entrar nesta conta.

O poder de concentração dos jogadores precisa durar mais. Contra o Brasil de Pelotas, por exemplo, a equipe tinha total controle do confronto. Um gol sofrido bastou para que o foco se perdesse.

Outra questão que considero recorrente é a desorganização tática que assola o time a partir das mudanças no segundo tempo. É mexer nos 11 iniciais e a equipe passa a ficar irreconhecível em boa parte dos jogos.

Diante do Xavante na rodada anterior, o ataque alvinegro não criou no segundo tempo nenhuma chance semelhante àquelas desperdiçadas por Felipe Augusto na primeira etapa. Já a derrota para o Sport mostrou uma atuação melhor do Operário no 11 contra 11 do que com a vantagem numérica após a expulsão do defensor pernambucano.

É um conjunto de fatores que prejudica a estabilidade do Fantasma na parte de cima da Série B. Sintomas que precisam ser curados.

Foto: João Vitor Rezende

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Felipe Gustavo

FELIPE GUSTAVO

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha como assistente de produção na Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.