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Com mais de meio time modificado, Operário obtém vitória da 'continuidade'

Por Felipe Gustavo em 12/10/2019 19:39:01

Com mais de meio time modificado, Operário obtém vitória da 'continuidade'

É complexo, mas, mesmo com sete mudanças entre os titulares, o Operário conquistou a segunda vitória sobre o Londrina na Série B com prevalência da continuidade. De um lado havia um time modificado, mas dentro de um clube que aposta na manutenção do trabalho - o Operário. Do outro, um clube que trocou quatro vezes de treinador e não encontra organização (Londrina).

Já havia acontecido o mesmo no primeiro turno, quando o time alviceleste perdeu as principais peças individuais durante a pausa para a Copa América e foi enfrentar o Fantasma desfigurado. Deu comemoração alvinegra nas duas. Primeiro time em que o Operário soma seis pontos na Série B.

Confesso que deu receio a formação inicial com apenas quatro manutenções em relação à derrota para o Paraná e a volta do esquema com três homens de frente. A impressão é de que a equipe sentiria o ritmo de jogo e a falta de entrosamento. O toque de bola, porém, estava afinado, mas com um problema no terço final do campo, onde o Operário não conseguia infiltrar e ser criativo para alcançar a finalização.

Tanto foi assim que os visitantes realizaram o dobro de passes se comparado com o Londrina, mas chutaram menos a gol na primeira etapa. O receio pelo ritmo ficou de lado pois os 45 minutos iniciais foram cadenciados e até sonolentos em certa parte.

A tática com 'pontas' deu certo pelo lado esquerdo, onde Uilliam apareceu a maior parte do tempo. E Peixoto, que vem gerando aquela desconfiança na torcida, conseguiu dar suporte defensivo no setor.

Do outro lado, Cléo Silva foi mais discreto e pouco apareceu. Em compensação havia a opção de John Lennon, que comentamos aqui sobre a forte característica de apoio ao ataque. Ou seja, mesmo com um time não completamente entrosado, o Fantasma foi equilibrado e se aproveitou das deficiências técnicas e psicológicas do rival.

No segundo tempo para chegar mais próximo do gol surgiu o principal nome do ataque alvinegro: Lucas Batatinha. Com movimentação tanto para buscar o jogo quanto para se posicionar na linha dos defensores, o camisa 9 criou alternativas mais agudas e envolventes para o ataque. Por isso ele marcou o primeiro e sofreu o pênalti um minuto depois do baque do empate.

Diferente das opções escolhidas para o início da Série B, Batatinha tem uma característica que eleva o potencial ofensivo do Operário: joga de frente para o gol, dá mais profundidade quando necessário e movimentação.

Apesar da vitória, não dá para afirmar que tudo está perfeito. Assim como não se pode jogar o trabalho no lixo depois da sequência negativa. Essa montanha-russa emocional é bem aparente em Vila Oficinas. Há obrigação de 'reinvenções' e penso que, em boa medida, o técnico Gerson Gusmão conseguiu surpreender positivamente no duelo com o Londrina.

Numa ciência mais exata: são nove pontos para se livrar completamente de qualquer chance de rebaixamento. Depois o que vier será lucro...

Foto: João Vitor Rezende

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Felipe Gustavo

FELIPE GUSTAVO

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha como assistente de produção na Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.