A rodada dos ovos de ouro

A rodada dos ovos de ouro

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Um termo que eu detesto nos pontos corridos é o ‘jogo de seis pontos’. É um ditado inútil, visto que todos os jogos valem três pontos e a importância da 1ª rodada é a mesma da 38ª. Talvez essa valorização absurda de um ou outro jogo seja por uma cultura de que o mata-mata é mais interessante – também decorrente da falta de planejamento de muitos clubes que não conseguem ser regulares em competições de longo prazo.

Dito isso, a 31ª rodada da Série B destroça tudo o que penso e que acabei de escrever aqui. Até sexta-feira (25), veremos os times que estão entre o 2º e o 9º lugar se enfrentando. É como dizem: “se fosse de propósito, não aconteceria”. Nesta quarta (23), Sport e Paraná iniciam a série. Amanhã, CRB e Botafogo-SP e o clássico paranaense entre Coritiba e Operário. Por fim, na sexta teremos Atlético-GO e América-MG.

Além disso, outros três duelos nesta rodada movimentam a parte inferior da tabela. São eles: Londrina (14º) e Oeste (15º), São Bento (20º) contra Guarani (13º) e o duelo catarinense entre Figueirense (17º) e Criciúma (19º). Já podemos tratar esta como a ‘rodada do tudo ou nada’, ou a ‘rodada dos ovos de ouro’.

As próximas rodadas ainda terão outros confrontos diretos. O 32º compromisso do Fantasma na competição é com o Atlético-GO e o Botafogo-SP terá o Coxa como oponente. Na 33ª, Coritiba e Sport se enfrentam no Couto Pereira e o América-MG recebe o Paraná no Independência.

Antes do jogo contra o São Bento, o técnico Gerson Gusmão determinou os próximos três jogos como fundamentais para definir o rumo do Operário Ferroviário até o fim do ano. Uma derrota poderá deixar o sonho do acesso ainda mais longe e, com a permanência praticamente garantida, obrigará o clube a ficar um mês “cumprindo tabela”. De uma certa forma, isso pode beneficiar o planejamento para o próximo ano, ganhando 30 dias de prazo extra para tomar definições. Porém, certamente este não é um rumo que a diretoria alvinegra deseja ter para novembro.

Para isso, será vital para o Fantasma melhorar seu desempenho fora de casa, que lhe deixa com a 17ª campanha distante de seus domínios. A vitória contra o rival da capital é fundamental para colar no G4. Com exceção dessa partida, os outros três desafios longe de Ponta Grossa até o fim do ano serão contra adversários que estão na parte de baixo da classificação (Vila Nova, Guarani e Figueirense). E como um ponto positivo, terá uma sequência de dois jogos consecutivos no Germano Krüger, contra Atlético-GO e Criciúma.

São sete jogos que não perdoarão desatenções ou vacilos em nenhum momento da partida. O Operário terá que corrigir a postura que teve nos momentos iniciais do duelo contra a equipe de Sorocaba no último sábado (19) e terá que diminuir muito as falhas. A nota de corte passa a crescer e o nível de concentração também.

É hora de ser fatal e consistente, para não termos que, no futuro, fazermos contas do que o time não conquistou. Aquele “ah se tivesse ganhado de tal time” não cola mais para quem quer colar no G4.

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João Vitor Rezende

João Vitor Rezende

Jornalista formado pela UEPG em 2017, foi repórter de Cotidiano e Esportes do Jornal da Manhã e acompanha o Operário desde 2016. Trabalhou na assessoria de imprensa do Keima Futsal e do Ponta Grossa Caramuru Vôlei. Trabalha como fotógrafo na AGIF. É repórter e apresentador no Net Esporte Clube.