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2020: mais qualidade, menos quantidade

Por Felipe Gustavo em 13/11/2019 20:03:56

2020: mais qualidade, menos quantidade

O 2019 do Operário Ferroviário praticamente acabou. Ainda existe uma chance remota de acesso para a Série A, mas a equipe depende de uma enorme e improvável combinação de resultados. Não vamos criar esta ilusão. A melhor forma é projetar o elenco de 2020 e a prioridade alvinegra deve ser a qualidade do grupo de jogadores.

Neste ano, o clube apostou mais no alto número de atletas do que nos aspectos técnicos. Essa 'política' ficou evidente ao longo de toda a temporada. Os discursos em resumo eram: precisamos contratar mais seis, mais cinco, mais quatro... não deu certo.

Por exemplo, na derrota para o Bragantino, nomes como Felipe Alves, Gelson e Cássio Ortega - que chegaram para reforçar o elenco - sequer estavam no banco de reservas. Inclusive, os dois primeiros têm contrato até o final de 2020, mas a impressão nítida é de que não foram tão úteis como o clube possivelmente projetava.

Nas entrelinhas, o técnico Gerson Gusmão vem dando pistas de que sabe das limitações do 'material' que tem em mãos. Ao mesmo tempo, praticamente todas as peças são aprovadas pelo próprio treinador antes das contratações. É um impasse. E sabemos que os limites financeiros frearam boa parte da qualidade geral do grupo.

O Operário ficou refém de contratar jogadores 'baratos' em larga escala para inchar as opções de Gersinho. Nesse ponto, uma avaliação mais fria e criteriosa poderia ter auxiliado o clube. Por que ao invés de contratar dois jogadores mais baratos não se traz um mais caro e que possa 'entregar' mais dentro de campo?

Aqui mesmo no NEC o companheiro João Vitor Rezende mostrou um levantamento que os três primeiros colocados da Série B possuem os menores elencos. Em 2020, com mais estrutura financeira, o Operário certamente será cobrado para que apresente mais qualidade.

É bom deixar claro que a campanha do Fantasma em 2019 na Segunda Divisão Nacional está acima do esperado. Uma questão de opinião própria. Mesmo muitas vezes contestado, o técnico Gerson Gusmão consegue extrair algo a mais do grupo, o que permitiu o início de arrancada após a Copa América.

Apesar de parte da diretoria ter prometido a Série A no início da competição, o torcedor pode terminar 2019 tranquilo, mas ciente de que o próximo ano pode render mais em Vila Oficinas.

* Foto: José Tramontin/Operário Ferroviário

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Felipe Gustavo

FELIPE GUSTAVO

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha como assistente de produção na Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.