É possível o Operário jogar com um volante e três atacantes?

É possível o Operário jogar com um volante e três atacantes?

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O técnico Gerson Gusmão não revelou o time, mas deu importantes indícios táticos do Operário Ferroviário para a primeira rodada do Campeonato Paranaense. Três atacantes e a dúvida de um ou dois volantes em campo para o embate com o Cascavel CR.

O primeiro ponto para deixarmos mais claro ao torcedor é que nos jogos-treino contra o Londrina os dois homens usados na ponta ofensiva (Lucas Batatinha e Douglas Coutinho) em boa parte da partida fazem parte da linha de meio-campistas. Para os mais adeptos dos esquemas táticos, seria o 4-1-4-1, com Schumacher ficando um passo à frente dos pontas.

Mas é possível atuar com dois homens agudos pelos lados e somente um volante? Com certeza! Só que há 'poréns' nessa opção. Com Rafael Chorão e Tomás Bastos centralizados no meio, o Operário perde poder de marcação no meio e arrisca uma sobrecarga em Jardel.

No jogo-treino com o Londrina no Germano Krüger, a equipe alvinegra perdia a bola na frente e encontrava problemas de cobertura para conter o adversário. Por isso, não se surpreenda se Gersinho começar a partida com Gelson. Ele é um jogador que pode fazer parte da linha central e, ao mesmo tempo, dar mais suporte e consistência defensiva.

Outra questão a ser pensada é o aproveitamento dos lados de campo. Contra o Londrina, os laterais quase não trabalharam jogadas de linha de fundo, pois os pontas ocupavam mais esse espaço. Assim, a movimentação de Sávio e Danilo era menos ofensiva e mais por dentro.

Para que os laterais possam trabalhar pelo fundo, os pontas precisam fechar em direção à área (o que particularmente gosto, pois aumenta a chance de finalização desses atletas), mas também será necessária uma cobertura defensiva eficaz - algo que só um bom entrosamento vai trazer ao longo de 2020.

Certo é que seja qual for a escalação adotada - um ou dois volantes, esse esquema ainda não estará encaixado logo no primeiro compromisso oficial da temporada. Mas a expectativa é grande. Creio que veremos um Fantasma mais ofensivo e dinâmico em relação ao ano passado.

* Foto: José Tramontin/Operário

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Felipe Gustavo

Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha na produção de conteúdo da Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.

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