Dez anos da volta à primeira divisão

Dez anos da volta à primeira divisão

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Quando eu pensei em qual seria o assunto desse primeiro texto para a coluna, logo me dei conta que faz dez anos que subimos para a primeira divisão do paranaense.

Depois de alguns longos anos, poderíamos ver o OFEC jogando a primeira divisão do estadual. Quem sabe você, jovem torcedor operariano, que vem acompanhando o time desde o campeonato estadual de 2015, não entenda a emoção que era disputar o paranaense.

Foram anos de jogos difíceis de assistir, de cornetagem devida e recebida, de um Germano Krüger que nunca lotava, mesmo com ingressos a 10, 20 reais.

Finalmente o Operário voltara para o lugar de que nunca deveria ter saído, mesmo que tenha ocorrido aquele pequeno deslize em 2016, quando a gente caiu novamente, mas isso é assunto pra outro dia.

A possibilidade de jogar contra os times da capital, de finalmente ter um jogo transmitido pela TV aberta, de ser notícia nos jornais estaduais, tudo isso era novidade, e era realmente empolgante.

A estreia na elite seria em casa, o esperado reencontro com a torcida depois do apoteótico jogo contra a Portuguesa, que garantiu o acesso. Mas, como uma boa história operariana, o drama estava garantido.

O Germano não tinha alvará dos bombeiros, faltavam laudos da Vigilância Sanitária e de engenharia e a diretoria corria contra o tempo para a liberação do estádio. Caso não houvesse a liberação do GK, não havia na cidade outro estádio com estrutura suficiente para comportar o jogo. Enfim, foram várias vistorias, idas e vindas da federação e a resposta veio: o Operário não poderia jogar em Ponta Grossa. O reencontro com a torcida seria na capital do Estado e tinha um novo palco, o Janquito Malucelli, famoso e simpático Ecoestádio.

Lembro-me de toda a comoção da torcida, das filas para conseguir o ingresso e de, depois de meses, reencontrar os amigos de arquibancada.
17 de janeiro de 2010, o dia que a Vila Oficinas foi transportada para o Ecoestádio e suas imediações.

O Shopping Barigui tomado por pontagrossenses que aproveitaram o estacionamento próximo para deixar seus carros e, a partir dali, o que se via era uma verdadeira romaria até chegar ao estádio. Era uma fila indiana, até certo ponto organizada, onde se encontravam os torcedores empolgados, otimistas e sempre corneteiros.

Aquele jogo no Ecoestádio foi um presente, mesmo longe de casa. Foi como se precisássemos demonstrar nosso amor pelo clube, viajar 220 km, num domingo, para ver um time recém-subido. Apenas apaixonados fariam tal loucura.

Jovens, idosos, crianças, famílias inteiras: estávamos lá para conferir o time de Norberto Lemos.

O resultado veio, 1x0 com gol de pênalti de Serginho Braga, Operário estreou com vitória! A torcida retornou feliz, um ponta da esperança ressurgiu em nós, que de certa forma começamos a acreditar que era possível fazer uma boa campanha e nos mantemos na elite do futebol paranaense. E o fizemos: OFEC terminou o campeonato em 5º lugar e conseguiu uma vaga pra Copa do Brasil do ano seguinte. Conseguimos um calendário maior e, assim, o time foi crescendo e tomando a forma que tem hoje.

Lembrar os tempos difíceis me faz valorizar cada jogo, cada conquista desse time de hoje, e ver essa a estrutura atual me enche de orgulho! Por isso, a esperança e o otimismo me fazem acreditar em uma campanha vitoriosa no estadual de 2020!

Pra cima deles fantasma!

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Kamila Padilha

Kamila Padilha

Graduada em Direito pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, advogada, ponta-grossense sócia de um escritório de advocacia na cidade de Curitiba, apaixonada por esportes e torcedora operariana. No Net Esporte Clube traz uma visão de torcedora, relembrando histórias e causos da arquibancada.