Mobilidade dá outra vida ao Operário Ferroviário no Paranaense

Mobilidade dá outra vida ao Operário Ferroviário no Paranaense

Douglas Coutinho foi o destaque individual na vitória sobre o Rio Branco - Foto: João Vitor Rezende

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O futebol implora por dinâmica e por explosão. Esses são dois ingredientes que mostram a diferença do Operário Ferroviário entre o primeiro e o segundo tempo na vitória de 3 a 2 sobre o Rio Branco no Germano Krüger.

Nos 45 minutos iniciais, um alvinegro travado, refém da ligação direta e da cobrança de lateral para dentro da área. Tomás Bastos precisa de companheiros mais próximos para ter a chance de participar do jogo efetivamente.

Sem esses diferenciais, o Fantasma se torna previsível para a marcação do adversário. Bastou um encaixe do Rio Branco e a saída de bola do time de Vila Oficinas não se encontrou.

Gersinho então consertou a mobilidade. Jefinho é um centroavante de maior explosão se comparado com Schumacher e o estilo de jogo empregado pelo Operário exige essa participação ativa do 'camisa 9'.

Cleyton, mesmo não entregando futebol semelhante ao de 2018, é um jogador essencial perto de Tomás Bastos. Ele se move bem sem a bola, aparece como opção para tabelas e triangulações, além de puxar e quebrar a marcação do rival.

Douglas Coutinho encontrou espaços dentro e fora da área, Danilo achou brechas na esquerda e o Fantasma reapareceu na parte de cima da classificação do Campeonato Paranaense.

Foi assim que o Operário tirou a 'zica' de marcar poucos gols em partidas oficiais. O time ficou mais exposto e levou sustos? Com certeza. Mas o torcedor certemante saiu mais satisfeito com o segundo do que com o primeiro tempo. Teve futebol.

Estreia de Alemão

Momento marcante a primeira partida do atacante Alemão, de 17 anos, pelo time profissional do Operário. Há alguns anos poucos poderiam imaginar a base rendendo opções para a comissão técnica de Gersinho.

Os nomes significativos mais recentes foram o volante Patrick, o lateral Correia e o atacante Maikinho, que em 2012 eram oriundos da Premier Soccer. Anos depois chegaram a ter poucas chances o atacante Paraguaio (hoje Guilherme Parede) e o volante Matheus Albuquerque. Mas todos reféns de um trabalho que não era consolidado e com raras oportunidades de uma transição adequada.

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Felipe Gustavo

Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha na produção de conteúdo da Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.

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