Falta volume, mas sobra oportunismo para o Operário Ferroviário

Falta volume, mas sobra oportunismo para o Operário Ferroviário

Jogadores do Operário se reúnem para comemorar o gol de Douglas Coutinho - Foto: João Vitor Rezende

Sob as bênçãos de São Pedro, o Operário saiu com a vitória sobre o Cianorte, no Estádio Germano Kruger, e conseguiu manter os 100% de aproveitamento em casa. Muita chuva, campo molhado, jogadores já acusando fadiga pelas partidas acumuladas… o cenário já previa um jogo mais amarrado, e assim foi. 

No primeiro tempo, o Fantasma teve mais posse de bola, apostou em uma marcação bem à frente, pressionando a saída do Cianorte, o que fez com a equipe do Leão do Norte tivesse dificuldades em criar jogadas. 

Porém, mesmo com a bola nos pés, o OFEC foi pouco efetivo. Tanto Fábio quanto Régis Potiguar tiveram poucas oportunidades de levar a bola com qualidade para o campo de ataque, mesmo com a movimentação constante de Cleyton. E aí a saída era lançar direto do campo de defesa pro ataque, dando pouco volume e efetividade às jogadas.   

O gol saiu em um contra-ataque onde o trio Bustamante, Jefinho e Douglas Coutinho funcionou muito bem. A chance de gol começou nos pés de Bustamante, que finalizou em cima do goleiro. Porém, a jogada já estava sendo coberta por Jefinho, que vendo a movimentação do artilheiro, só teve o trabalho de acertar o passe em profundidade cruzando a área, até encontrar, mais uma vez, o pé do oportunista Douglas Coutinho. Méritos de um bom entrosamento que já se cria na equipe na quinta rodada do Paranaense. 

Na segunda parte, o Fantasma teve mais chances de gol, mas em várias oportunidades faltou chutar e testar o goleiro Bruno. Em dia de campo molhado, o toque de bola fica mais difícil, principalmente dentro da área, e isso fez com que o Operário perdesse boas chances de ampliar o placar.
Mas o que mais irritou a torcida hoje não foi, necessariamente, as chances de gols perdidas - que foram compensadas com uma atuação de mais garra do de que técnica, como defendeu em coletiva o técnico Gerson Gusmão - mas sim as “ceras” dos jogadores do Cianorte e os erros do quarteto de arbitragem. Quem correu, e muito, foi o massagista do Leão do Norte, chamado para auxiliar os jogadores que acusavam, em quase todas as faltas, uma lesão. 

Por enquanto, a máxima de que “dia de chuva é dia de vitória do Fantasma” segue firme e forte em Vila Oficinas. Fica agora a expectativa pro próximo jogo, válido pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira (5) contra o Barbalha, do Ceará. 

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Thanile Ratti

Thanile Ratti

Jornalista formada pela UEPG em 2017, foi repórter e plantonista esportivo da Rádio CBN. Atualmente, além de comentarista do Net Esporte Clube, é diretora de conteúdo e sócia do Escritório de Criatividade.