Formato e 'zebras' na Copa do Brasil servem de alerta ao Operário

Formato e 'zebras' na Copa do Brasil servem de alerta ao Operário

Fator 'casa' e jogo único podem ser determinantes ao Barbalha nesta quarta - Foto: Alisson Santos/BFC

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O Barbalha (CE) pode não ser barbada para o Operário e o histórico na Copa do Brasil só tende a fazer com que o time reforce a atenção para o confronto. Para além do Santo André e do Paulista, campeões do certame em 2004 e 2005, inúmeras zebras recentes servem de alerta aos comandados de Gerson Gusmão para o confronto desta quarta-feira (5).

No ano passado, a primeira rodada já derrubou vários favoritos e só não fez mais estragos pela regra do benefício da igualdade no marcador aos visitantes. Guarani, Ponte Preta, Coritiba, Vitória, CSA e Sport foram eliminados já no confronto inicial por times das Séries C e D do Brasileirão. Corinthians, Ceará, Vila Nova, América-MG, Bahia, CRB, Atlético-GO, Chapecoense, Vasco e Brasil de Pelotas só avançaram com um empate, enfrentando adversários inferiores tecnicamente.

A segunda fase já prevê disputa de pênaltis em caso de empate no tempo normal. O Ceará precisou das penalidades para avançar contra o Foz do Iguaçu, jogando no Estádio do ABC. O América-MG foi derrotado pelo Juventude, que na época estava na Série C, o Figueirense caiu para a Luverdense e o Goiás não passou pelo CRB.

O time de Caxias do Sul ainda passou pelo Botafogo (RJ) na fase seguinte, já em dois jogos, e pelo Vila Nova (GO), chegando às oitavas de final, onde não foi páreo para o Grêmio. No formato atual, em que desde 2017 oito clubes entram a partir das oitavas de final, foi a única vez em que um clube da Série C esteve entre os 16 melhores sem ter vaga garantida nesta fase.

Em 2018, os primeiros confrontos reservaram menos surpresas, mas contou com mais times se salvando pelo empate. O Botafogo foi o protagonista em uma eliminação precoce, porém, foi acompanhado pelo Atlético-GO. Athletico, Internacional, Coritiba, Ponte Preta, Paraná Clube, CSA, Atlético Mineiro e Náutico foram salvos pela regra e evitaram vexames com igualdade no placar jogando fora de casa. A segunda fase ainda teve Criciúma e Sport sendo eliminados nos pênaltis por Cianorte e Ferroviário (CE), que jogaram a Série D na temporada em questão.

Ceará, Figueirense, Londrina e CRB caíram de imediato no ano anterior para adversários de nível menor. 2017 ainda teve o Coritiba caindo para o ASA (AL) na segunda fase.

AS ZEBRAS HISTÓRICAS
Os dois times paulistas citados no início do texto foram as maiores surpresas da história da competição. Entretanto, o primeiro campeão inesperado conquistou a glória já na terceira edição da Copa do Brasil. Um tal de Luiz Felipe Scolari comandou o Criciúma ao título em 1991 contra o Grêmio. Oito anos depois, o Juventude derrotou o Internacional na semifinal e bateu o Botafogo (RJ) para ficar com a taça.

Outras duas equipes quase surpreenderam gigantes na década passada. Em 2002, o Brasiliense (DF) mandou Náutico, Fluminense e Atlético-MG para casa e chegou a final contra o Corinthians. Porém, o título ficou com o time do Parque São Jorge. Quatro anos mais tarde, o Ipatinga eliminou Botafogo (de novo, hein), Náutico e Santos durante a campanha que durou até as semifinais da competição. O Flamengou despachou o time mineiro e na sequência conquistou a taça pela segunda vez.

O JOGO VIROU
Hoje favorito, o Operário foi 'azarão' há quatro anos. Em 2016, após ter sido rebaixado no Campeonato Paranaense, o Fantasma avançou contra o Criciúma. Após vencer a partida no Germano Krüger no dia 12 de abril de 2016 por 2 a 1, o alvinegro esteve próximo da eliminação ao sair atrás no placar no jogo da volta. Porém, aos 30 minutos do segundo tempo, Marko Perovic fez o gol salvador que deu a classificação e um respiro financeiro ao alvinegro (bancando boa parte do investimento de sua contratação).

ATENÇÃO TOTAL
As copas sempre permitem surpresas, ainda mais em situações de jogo único. Viagem longa, clima, horário da partida, estádio acanhado, gramado e o jogo da vida para o Barbalha, são variáveis que podem ser determinantes em 90 minutos. Por motivos óbvios, o Operário Ferroviário é o favorito para o confronto. Nem por isso o avanço alvinegro em pleno agreste cearense é uma "fava contada".

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João Vitor Rezende

João Vitor Rezende

Jornalista formado pela UEPG em 2017, foi repórter de Cotidiano e Esportes do Jornal da Manhã e acompanha o Operário desde 2016. Trabalhou na assessoria de imprensa do Keima Futsal e do Ponta Grossa Caramuru Vôlei. Trabalha como fotógrafo na AGIF. É repórter e apresentador no Net Esporte Clube.