À procura de um 'meio-campista' no elenco do Operário Ferroviário

À procura de um 'meio-campista' no elenco do Operário Ferroviário

Régis pode ser responsável pela função no meio, mas sente a carga de jogos - Foto: João Vitor Rezende

O Operário Ferroviário faz um início de temporada bom em termos de resultados. São dez pontos em cinco jogos no Paranaense - um aproveitamento satisfatório. Mas há algo que ainda incomoda e gera desconfiança no torcedor alvinegro: a criação de chances de gol.

Após a partida contra o Cianorte no domingo, a companheira de NEC, Thanile Ratti, escreveu sobre a falta de volume de jogo da equipe (você pode conferir aqui). Creio que essa ausência se deva a uma peça fundamental que o técnico Gerson Gusmão ainda tenta extrair do elenco: um 'meio-campista'.

Esse termo faz parte do futebol moderno e costuma ser usado pelos jornalistas que acompanham a modalidade fora do país. Um 'meio-campista' é o jogador que tem a missão tanto de marcar quanto de participar da criação ofensiva. Função que exige técnica e ótimo condicionamento físico.

O futebol vem exigindo menos 'volantes' e 'meias', e mais 'meio-campistas'. Trazendo para uma realidade mais recente do Operário, é parecido com as incumbências que Lucas e Pedrinho tinham na equipe campeã paranaense em 2015. A dupla era ativa na marcação sem a bola e dava suporte na armação com a posse.

É perceptível que Gersinho tenta algo semelhante com Jardel e Régis Potiguar, mas ainda não conseguiu extrair de uma forma adequada. Jardel tem qualidade de passe, mas ainda atua com maior preocupação defensiva. Régis parece sentir a sequência de jogos. Ou seja, a perna pesa e a saída de bola do 'camisa 8' não fica a ideal.

A procura por um 'meio-campista' é essencial no Fantasma e ela vale mais como característica individual de jogo do que como simples nomenclatura. Confesso, por exemplo, que não era o maior fã de Marcelo no ano passado, mas ele tinha traços dessa função.

Em 2020, tanto Tomás Bastos quanto Cleyton sofrem quando estão isolados no centro de campo e por isso o volume de jogo apresentado ainda não é aquele que se espera. Ambos precisam de movimentação, mas também necessitam de um suporte para a armação de jogadas.

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Felipe Gustavo

Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha na produção de conteúdo da Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.