Por que o segundo gol do Operário no Ceará impõe boa expectativa?

Por que o segundo gol do Operário no Ceará impõe boa expectativa?

Bustamante e Jefinho foram os protagonistas da jogada no segundo gol alvinegro - Foto: Divulgação

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Independente do adversário ser reconhecido nacionalmente ou não, o Operário Ferroviário foi até o Ceará, respeitou o Barbalha, mas impôs uma das maiores vantagens de gol na primeira semana da Copa do Brasil. Obrigação? Sim; porém com requintes de quem carrega boas expectativas ofensivas para o restante da temporada.

O 3 a 0 teve de tudo: sustos na defesa, encaixe da bola parada, oportunismo e uma movimentação poucas vezes vista no ano passado. Aqui me refiro ao segundo gol do Fantasma: Jefinho balançou a rede e deu tranquilidade no placar.

Era começo de segundo tempo quando a equipe encaixou um ataque rápido e certeiro. Foi com a dinâmica que tanto citamos em oportunidades passadas e que vinha sendo a carência alvinegra.

1. A jogada passa do goleiro André Luiz para o lateral direito Sávio. O camisa 2 levanta a cabeça enquanto Bustamante puxa a marcação para o lado do campo. Nisso um corredor se abre para que Sávio acione pelo meio Tomás Bastos.

2. O Operário também se aproveita de uma marcação frouxa do Barbalha. Tomas Bastos aparece sem pressão e toca de primeira para Bustamante. Lembre-se que o paraguaio estava no campo de defesa, abriu o corredor e de imediato deixou o marcador na saudade, partindo em velocidade. Repare que Douglas Coutinho no lado oposto já está acompanhando a jogada.

3. A sintonia do trio de ataque é perfeita. Assim que Bustamante é acionado, Jefinho e Douglas Coutinho partem simultaneamente em direção à grande área. É tudo o que você espera dos atacantes. Tomas Bastos, que deu o passe para Bustamante, também não fica parado e acompanha a jogada.

4. Conseguimos frisar o momento do passe. O ângulo é longe de ser o melhor, mas o Barbalha reclama de impedimento. Repare que o zagueiro que deveria marcar Jefinho precisa pressionar Bustamante. Na minha visão, esse defensor dá condição a Jefinho. Enquanto isso, Bustamante não prende a bola. Ele percebe o companheiro entrando na cara do gol, faz o passe e aí só corre para o abraço. (Se tivesse um rebote da jogada pelo lado esquerdo, Douglas Coutinho estaria pronto para finalizar).

Foi uma jogada rápida e de extrema competência - e lembrando que o gramado não era dos melhores. Do momento em que Sávio toca na bola até o gol foram dez segundos.

A jogada mostra velocidade, movimentação e habilidade para quebrar a marcação adversária. Não é todo oponente que dará esses espaços, mas o Operário mostrou que é possível romper linhas com movimentos em sintonia. A atual equipe passa essa expectativa, pois a última vez que o Fantasma havia marcado três gols em jogos quase consecutivos foi na reta final da Série C contra Santa Cruz e Cuiabá.

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Felipe Gustavo

Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha na produção de conteúdo da Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.

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