Folclore e lei do ex: as armas do América-MG para enfrentar o Operário

Folclore e lei do ex: as armas do América-MG para enfrentar o Operário

No ano passado, Operário não foi derrotado pelo Coelho - Foto: Mourão Panda/América

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O jogo mais importante da temporada até aqui. É assim que o América Mineiro encara o duelo com o Operário Ferroviário, nesta quinta-feira (5), às 20h, no Estádio Germano Krüger, pela segunda fase da Copa do Brasil. Apesar da tradição do Coelho, o respeito ao Fantasma - mais 'novato' na Série B - é alto. Uma das razões é o fato de que o time de Belo Horizonte não conseguiu vencer o alvinegro no ano passado, nem mesmo no momento de ascensão no Brasileiro.

Em 2020, o encontro será precoce - antes mesmo do início da Segunda Divisão. O momento é bem diferente. Com Cruzeiro e Atlético-MG em crise, os olhos de BH se voltam para a organização do Coelho. O clube lidera o Campeonato Estadual com 17 pontos - três à frente do vice-líder Tombense. A equipe ainda sustenta invencibilidade no ano: são cinco vitórias e três empates no total.

O América tem boas armas para enfrentar o Operário. Uma delas é o folclórico Lisca 'Doido'. Amado pelas torcidas por conta do estilo excêntrico, o comandante não é apenas um personagem diferenciado, mas consegue formar times bem competitivos.

Será fundamental para o Fantasma ter cuidados defensivos com quatro jogadores. Os atacantes Rodolfo e Ademir, ambos com quatro gols, dividem a artilharia do Campeonato Mineiro. O terceiro nome é o volante Alê (ex-Cuiabá) e que no América atua mais adiantado, armando e finalizando jogadas. Por fim, há o risco da lei do ex com Felipe Augusto. Artilheiro do Operário na Série B 2019, o atacante vem servindo os companheiros com habilidade pelo lado esquerdo.

Um desafio enfrentado por Lisca é dar padrão de jogo. Ele está à frente do clube há um mês e apenas no Carnaval teve semana cheia para trabalhar. Mesmo com o obstáculo do tempo, é possível perceber que o Coelho evoluiu em termos de resultado e desempenho técnico.

Nos primeiros jogos do ano, os lances de perigo dos mineiros eram criados com dependência na bola alçada na área. Hoje, o time atua com jogadores mais próximos, prioriza triangulações agudas pelos lados e joga com a bola 'no chão'. Os atacantes são velozes e aproveitam os espaços nas costas dos marcadores para construírem os lances.

Rodolfo, por exemplo, é o camisa 9, mas não fica estacionado no meio da área. Ele aproveita brechas pelos cantos para acionar os demais companheiros da frente. Por isso, o rival do Operário costuma quebrar a marcação adversária e fazer muitos gols perto da pequena área.

Em termos defensivos a equipe mineira também melhorou. Mais vulnerável no início da temporada, a média de gols sofridos diminuiu, o que demonstra essa evolução. Mas, assim como o Athletico fez no último domingo, o América gosta de sair jogando por baixo na defesa. Oportunidade para que o Fantasma aperte o adversário e possa recuperar a bola ainda no campo de ataque, criando mais chances claras de gol.

Provável escalação: Airton; Diego Ferreira, Lucas Kal, Eduardo Bauermann e Sávio; Zé Ricardo, Juninho e Alê; Felipe Augusto, Ademir e Rodolfo.

Artilheiros em 2020: Rodolfo (5 gols), Ademir (4 gols) e Alê (3 gols).

Jogos em 2020: 8 | Gols Pró: 14 | Gols Contra: 6

Resultado na 1ª fase da CB: Santos-AP 1 x 1 América-MG

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Felipe Gustavo

Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha na produção de conteúdo da Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.