Público deverá ficar em segundo plano para volta do futebol em 2020

Público deverá ficar em segundo plano para volta do futebol em 2020

A tendência é que as arquibancadas fiquem vazias na volta do calendário 2020 - Foto: José Tramontin/OFEC

De quem é o futebol e para quem é o futebol? Não titubearia em dizer que o esporte é do povo e para o povo. O torcedor deveria aparecer em primeiro lugar na tomada de qualquer decisão sobre a modalidade, mas provavelmente não será assim neste período caótico de pandemia.

Negócios, contratos, papelada, etc... todos esses fatores que também fazem parte do futebol profissional deverão tomar a frente na definição sobre a volta do calendário em 2020. É difícil digerir, mas será uma necessidade dos clubes.

Em resumo, a tendência é que os dirigentes prefiram jogos com portões fechados do que esperar muito tempo para contar com o torcedor na arquibancada.

Para a maior parte dos clubes no Brasil, a receita obtida em bilheteria está longe de fornecer sustentação financeira. De acordo com dados levantados pelo jornalista Igor Siqueira, o item corresponde, em média, a 8% da receita bruta do futebol nos principais clubes da Série A, por exemplo.

Trazendo para a realidade local, o próprio Operário Ferroviário quase não conta com receita de bilheteria (venda de ingressos). Em compensação, é bastante dependente do programa sócio-torcedor.

Assim, se o Fantasma conseguir segurar a fidelização do sócio em meio à pandemia, também compensará retornar aos gramados sem a presença de alvinegros nas arquibancadas.

Nesse cenário consideramos que o Operário voltaria a receber normalmente o valor integral de patrocinadores e também poderia obter o repasse da DAZN (caso o Paranaense tenha continuidade).

Ou seja, são os contratos cumpridos que vão ditar a volta do (nem tão nosso) futebol.

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Felipe Gustavo

Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha na produção de conteúdo da Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.