Contra o Paraná, Operário foi mais canhoto e saiu das características

Contra o Paraná, Operário foi mais canhoto e saiu das características

Posicionamento médio mostra setores em que atletas do Operário mais apareceram - Imagem: SofaScore

A partida contra o Paraná Clube, que terminou empatada sem gols na Vila Capanema pela quinta rodada da Série B, mostrou graficamente que o Fantasma tentou explorar de forma mais aguda o lado esquerdo de ataque. A situação ficou evidente no segundo tempo, quando as mudanças executadas pelo técnico Gerson Gusmão mexeram somente com o posicionamento canhoto do time.

A avaliação pode ser feita explorando a ferramenta de 'posicionamento médio' dos jogadores. O sistema é do 'SofaScore'. Confira abaixo a comparação do Fantasma antes das substituições e após as alterações.

É possível perceber que o lado esquerdo do Operário jogou mais avançado e que as substituições mexeram essencialmente com a movimentação pela esquerda. Em compensação, nas demais partidas do campeonato havia um equilíbrio maior entre os lados.

O posicionamento médio mostra que Sávio foi obrigado a jogar mais recuado na Vila Capanema. Uma provável razão foi o cuidado que o Fantasma teve com as chegadas do ponta Andrey, do Paraná, pelo lado esquerdo. Foi dele, por exemplo, a finalização que obrigou Rodrigo Viana a 'voar' para executar grande defesa no segundo tempo.

Andrey foi substituído logo após o lance. Então é possível perceber que as duas últimas mudanças do técnico Allan Aal no Tricolor - depois que o Fantasma já havia mexido quatro vezes - tentaram explorar justamente a exposição do lado esquerdo alvinegro.

Outra diferença que foi possível perceber na característica do Fantasma foi o posicionamento dos atacantes. Na média - considerando a equipe titular - nenhum deles conseguiu estar mais à frente para ser incisivo. Optamos em comparar com o posicionamento alvinegro no outro empate em 0 a 0 fora de casa: contra o Náutico, no Recife.

Como teve mais posse de bola contra o Náutico, o Operário apresentou um camisa 9 mais à frente no Estádio dos Aflitos. Já na Vila Capanema o '9' atuou mais na recomposição.

Isso não significou necessariamente que a equipe foi mais perigosa no Recife, pois na Vila Capanema o Fantasma até conseguiu uma finalização a mais. Foram dez chutes contra o Paraná e nove contra o Timbu.

Porém, a proposta inicial do técnico Gerson Gusmão - que era fazer o Operário ter mais controle da bola diante do Paraná - não ocorreu. Como visitante em Curitiba, os alvinegros foram mais reativos e precisaram alterar a característica de jogo.

É importante ressaltar ao torcedor que o controle de bola do Fantasma - jogando como uma equipe mais envolvente - deve voltar a aparecer no próximo final de semana, quando a equipe recebe o Brasil de Pelotas (RS). Em nenhuma das quatro partidas disputadas até aqui na Série B - seja dentro ou fora de casa - os gaúchos tiveram mais posse de bola do que o adversário. A maior posse apareceu contra a Ponte Preta (empate em 1 a 1): 41%.

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Felipe Gustavo

Felipe Gustavo

Jornalista formado pela UEPG em 2012, foi repórter de Esportes do Jornal da Manhã e setorista do Operário pelas rádios CBN e Difusora. Trabalhou no projeto Futsal Daqui, além de ter sido jornalista na Rádio MZ FM. Trabalha na produção de conteúdo da Rede Massa. É editor e comentarista no Net Esporte Clube.

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