Vaga em Aberto

Vaga em Aberto

Foto: Ricardo Chicarelli/Londrina

Enfrentando dificuldades pela ausência de alguns titulares, o Operário acabou derrotado pelo Londrina no jogo de ida da semifinal. A diferença de um gol, como aconteceu diante do Azuriz, permite acreditar que no jogo da volta, dentro de casa, o Fantasma pode reverter, mesmo que seja preciso a cobrança de pênaltis. 

Mais uma vez, o Fantasma só atuou bem na primeira etapa, quando desperdiçou as boas chances criadas. O Tubarão, por sua vez, só acordou no tempo final e foi o dono das ações, acabando por aproveitar um bom chute de fora da área. Mostrou, mais uma vez, ser um time limitado que iniciou este campeonato empatando as sete primeiras partidas, mas que reage na fase decisiva para a conquista do título estadual.

O Operário, que disparou na pontuação inicial, enfrenta dificuldades com a disputa paralela da série B. O elenco não respondeu da maneira esperada, obrigando o treinador a fazer improvisações, situação desaconselhável para uma comissão técnica que admitiu ter mais de um jogador de nível para cada posição. Não foi o que vimos neste jogo de Londrina. 

Atribuir dificuldades por conta da Pandemia é aceitável, mas todos deveriam saber que este quadro era totalmente previsível. Contusões, suspensões e Covid-19 vão fazer parte do dia-a-dia nesta temporada e a falta de aproveitamento de jogadores que podem suprir as ausências não deixa de ser uma preocupação. Para reverter o jogo da volta, só em julho, o Operário poderá contar com todos os titulares, mas preocupa, agora, o jogo de domingo em Salvador, pois as ausências ainda farão parte das dúvidas do treinador para armar um time competitivo. 

Está mais do que na hora dos dirigentes dos clubes avaliarem o modelo de disputa do estadual. Com a redução de datas, o ideal é que tenhamos, em 2022, um campeonato de pontos corridos, sendo possível a mudança por conta do moribundo Código do Torcedor. Se esta fórmula estivesse valendo há mais tempo, o Operário já teria conquistado mais dois títulos estaduais. Onze datas reduziria o empilhamento de jogos no inicio da temporada que terá Copa do Mundo e teria a dimensão exata daquele time preparado para a conquista do título. Obrigaria, inclusive, os adversários a jogarem com a força máxima, motivando ainda mais o torcedor.

Os nossos dirigentes precisam parar de dizer amém para tudo o que a Federação apresenta. Os donos do campeonato são os clubes e isso precisa ser entendido de uma vez por to das. Até as emissoras de tv teriam maior interesse em patrocinar a disputa. Por favor, reflitam sobre essa realidade.  

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Altayr Bail

Altayr Bail

Altayr Bail é jornalista profissional, com registro número 507 na Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, desde 27/03/1973, com atuação nos jornais Diário dos Campos, onde foi redator e editor responsável por 17 anos, Diário da Manhã e Jornal da Manhã. Foi criador e redator do Jornal do Empresário, da ACIPG, editor dos boletins do Guarani e América Pontagrossense. Também foi o editor de programas esportivos nas rádios Clube, Difusora, Central do Paraná, CBN e Lagoa Dourada. Como apresentador de programas esportivos atuou na TV Esplanada (hoje RPC) e  TV Educativa. Trabalhou na Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal e na Liga Desportiva de Ponta Grossa. Escreve às segundas-feiras no portal Net Esporte Clube.