Caiu do céu

Caiu do céu

O Operário venceu o Sampaio na noite de ontem (16) com gol de Felipe Garcia - Foto: André Jonsson/OFEC

Surpreendido pela ausência de Ricardo Bueno, o técnico do Operário teve que fazer novas mudanças para encarar o invicto Sampaio Correia. Escalou Schumacher com a responsabilidade de conduzir o time até o gol adversário, mas a resposta não foi a esperada. Com poucos predicados técnicos e muita vontade de corresponder, o centro avante comprovou que o Fantasma está com problemas no elenco. Schumacher é jogador para específicas situações de jogo. A titularidade não lhe cai bem, principalmente quando o time está carente de jogadores que aproveitem a sua estatura para lançar bolas na área.

Não foi só o ataque que ficou devendo, especialmente no primeiro tempo. A tentativa de ligação direta do setor defensivo em nada ajudou os homens de frente. A segunda linha de marcação também voltou a claudicar. Rafael Chorão tem dificuldades para marcar e erra muito na distribuição do jogo. Marcelo foi outro sacrificado no esquema traçado por Matheus Costa. Escalado para proteger o setor esquerdo, saiu das suas características e gastou energias que poderiam levá-lo até o final da partida. Ainda sem as totais condições físicas, esse jogador precisa ser entendido como o mais eficiente do meio campo e com os desgastes das viagens e jogos seguidos, deve ser preservado na sua real posição.

 A mudança feita no intervalo melhorou consideravelmente um time que se mostrou confuso e pouco eficiente na etapa inicial. Mesmo criando poucas chances de gol, o Operário foi mais aplicado, substituindo deficiências técnicas com a vontade de vencer. Fábio Alemão mostrou que pode ser a melhor opção do técnico enquanto a Pandemia limita o elenco. Com ele, o time ganhou força e enquadrou o adversário, que parecia se contentar com mais um empate. 

A mudança que caiu do céu estava reservada para os últimos minutos. Ainda em recuperação, Felipe Garcia entrou para marcar o gol que garantiu preciosos três pontos. Foi com essa mudança que o treinador conseguiu aquilo que parecia improvável. Como Ricardo Bueno ficará ausente nos próximos compromissos, o técnico vai precisar de uma nova formação ofensiva, já que Rodrigo Pimpão também não está dando a resposta esperada. O time que encantou diante do Vasco virou fumaça.

Reconhecemos todas as dificuldades do Operário com os problemas do Covid-19, mas esperávamos uma melhor performance dos eventuais substitutos. O time não pode ficar refém do seu melhor atacante. As soluções para o meio de campo também precisam aparecer nos próximos jogos, sob pena do Operário continuar enfrentando sérias dificuldades para vencer e convencer. Um time ganha jogo. Um elenco ganha campeonato. Não se esqueçam dessa realidade. O novo técnico do Cruzeiro com certeza viu o jogo do Operário em Campinas e já está imaginando quantos pontos falhos tem o seu próximo adversário. Desejamos que ele seja surpreendido com uma nova postura do Fantasma. Do contrário, ficaremos esperando por mais um milagre.

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Altayr Bail

Altayr Bail

Altayr Bail é jornalista profissional, com registro número 507 na Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, desde 27/03/1973, com atuação nos jornais Diário dos Campos, onde foi redator e editor responsável por 17 anos, Diário da Manhã e Jornal da Manhã. Foi criador e redator do Jornal do Empresário, da ACIPG, editor dos boletins do Guarani e América Pontagrossense. Também foi o editor de programas esportivos nas rádios Clube, Difusora, Central do Paraná, CBN e Lagoa Dourada. Como apresentador de programas esportivos atuou na TV Esplanada (hoje RPC) e  TV Educativa. Trabalhou na Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal e na Liga Desportiva de Ponta Grossa. Escreve às segundas-feiras no portal Net Esporte Clube.