Faltou ousadia

Faltou ousadia

Operário e Ponte Preta empataram em 0 a 0 pela 6ª rodada - Foto: Alvaro Jr/Ponte Press

O empate em Campinas representa um ponto conquistado fora de casa, mas o resultado seria melhor se não tivesse faltado ousadia de um time bem superior. Mesmo jogando um meio de campo mais solto, tendo apenas em Vilela o jogador protetor da zaga, o setor não mostrou criatividade e errou muitos passes, comprometendo o desempenho ofensivo, onde Rodrigo Pimpão, mais uma vez, não apareceu como jogador de ataque.

As mudanças na fase final deram maior equilíbrio ao Fantasma, mas insuficientes para levá-lo à vitória. Errando na construção das jogadas e no excesso de passes errados, o artilheiro recentemente contratado teve raras oportunidades para furar a defesa da Ponte Preta. Era um jogo para somar três pontos, pois o adversário está atravessando uma fase crítica e tem o pior inicio num campeonato brasileiro. 

O grande problema continua sendo o meio de campo, onde o Operário não conta com um jogador que domine o setor com retenção de bola e acerto na distribuição das jogadas ofensivas. Marcelo, o melhor da posição, não vem sendo titular e quando entra demonstra que ele é o dono da posição, mesmo não ostentado ainda a sua melhor forma física. Outro problema é a falta de tranquilidade do volante Vilela, que novamente foi agraciado com cartão amarelo e escapou de ser expulso. Matheus Costa precisa encontrar soluções para o setor afim de tornar o Operário um time equilibrado, rendendo bom futebol nos dois tempos. 

A ausência de Ricardo Bueno também está sendo muito sentida. É o melhor jogador do setor ofensivo e sem ele o Operário fica correndo atrás dos laterais adversários. A sorte foi ter jogado contra uma equipe desequilibrada emocionalmente e que não rendeu o suficiente para merece a primeira vitória.

O campeonato que o Operário vem disputando não permite desperdiçar chances como essa. Mesmo fora de casa, precisa acreditar um pouco mais. O momento e o adversário permitiam ousadia. Menos mal que não perdeu.

Qualquer tropeço pode custar a saída do grupo avançado, mas isso não representa perigo de afastamento definitivo da briga pela vaga na série A. Basta continuar acreditando na força do elenco. Só vitórias dentro de casa não serão suficientes para a conquista do objetivo maior. Essa é a grande verdade.

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Altayr Bail

Altayr Bail

Altayr Bail é jornalista profissional, com registro número 507 na Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, desde 27/03/1973, com atuação nos jornais Diário dos Campos, onde foi redator e editor responsável por 17 anos, Diário da Manhã e Jornal da Manhã. Foi criador e redator do Jornal do Empresário, da ACIPG, editor dos boletins do Guarani e América Pontagrossense. Também foi o editor de programas esportivos nas rádios Clube, Difusora, Central do Paraná, CBN e Lagoa Dourada. Como apresentador de programas esportivos atuou na TV Esplanada (hoje RPC) e  TV Educativa. Trabalhou na Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal e na Liga Desportiva de Ponta Grossa. Escreve às segundas-feiras no portal Net Esporte Clube.