Faltaram os gols

Faltaram os gols

Operário e Confiança empataram em 0 a 0 pela 7ª rodada da Série B - Foto: André Jonsson/OFEC

Um jogo disputado com intensidade de ambos os lados não deveria terminar com placar em branco. Ao contrário da partida de Campinas, o Operário pode considerar um ponto ganho, mesmo atuando dentro de casa e na condição de favorito. O time sergipano veio para competir e só não levou a vitória graças a atuação do árbitro, que deixou de anotar  faltas dentro e fora da área do Operário e que poderiam ter mudado a história deste confronto. 

Mais uma vez o técnico Matheus Costa lançou mão de um jogador que tem dificuldades para atuar como primeiro volante. Deixa de fazer cobertura às laterais e não dispõe de qualidade suficiente na saída para o ataque, além de demonstrar limitação nos passes. Desta vez, o treinador preferiu substituir Tomaz em razão do cartão amarelo e manter Chorão em campo. Nem sempre esta será a melhor tomada de decisão. Será preciso avaliar melhor o motivo da punição imposta pelo árbitro para que a retirada do jogador amarelado não represente uma segunda advertência, em detrimento da produção da equipe. 

O jogo apresentou boa movimentação do começo ao fim, com as oportunidades surgindo de ambos os lados. O empate não representou injustiça para nenhum dos lados, mas bem que poderia ter sido construído com a marcação de gols, já que as chances apareceram de forma clara. Não estivessem voltando de uma quarentena e com pouco tempo para readquirir o melhor ritmo, Ricardo Bueno e Leandrinho não teriam desperdiçado lances claros de gol, ficando frente-a-frente com o goleiro sergipano. 

A  defesa continua sem tomar gols nos jogos mais recentes e vem se firmando a cada partida. É preciso observar, entretanto, que os dois alas poderiam se oferecer de forma mais objetiva no setor ofensivo se não tivessem tanta preocupação com uma cobertura mais eficiente. Marcelo desempenhou muito bem o seu papel, mas o desgaste o tirou do jogo quando poderia se constituir no elemento chave para abastecer o ataque após as trocas feitas no setor pela comissão técnica.

 Não se trata de resultado para comemorações, mas pelas circunstâncias do jogo o ponto ficou de bom tamanho. Poderia ter sido pior numa noite em que o Operário ainda sentiu a ausência de peças importantes e do melhor condicionamento daqueles que estavam saindo do isolamento. 

A sequência de jogos e viagens ainda castigarão o Fantasma nesta temporada e somente com o melhor aproveitamento do grupo será possível superar as dificuldades dentro de campo. Um setor pelo menos está equilibrado e eficiente, faltando agora a definição dos titulares do meio de campo e de peças ofensivas que ainda não deram o resultado esperado. A sequência de gols perdidos nestes últimos jogos ainda preocupa, mas tudo poderá ser resolvido ao seu tempo. Pelo menos é o que espera a grande família alvinegra.        

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Altayr Bail

Altayr Bail

Altayr Bail é jornalista profissional, com registro número 507 na Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, desde 27/03/1973, com atuação nos jornais Diário dos Campos, onde foi redator e editor responsável por 17 anos, Diário da Manhã e Jornal da Manhã. Foi criador e redator do Jornal do Empresário, da ACIPG, editor dos boletins do Guarani e América Pontagrossense. Também foi o editor de programas esportivos nas rádios Clube, Difusora, Central do Paraná, CBN e Lagoa Dourada. Como apresentador de programas esportivos atuou na TV Esplanada (hoje RPC) e  TV Educativa. Trabalhou na Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal e na Liga Desportiva de Ponta Grossa. Escreve às segundas-feiras no portal Net Esporte Clube.