Duas derrotas

Duas derrotas

Operário perdeu por 2 a 1 para o Vila Nova pela 8ª rodada da Série B - Foto: André Jonsson/OFEC

A segunda-feira fria e chuvosa reservou duas derrotas para o torcedor do Operário. A primeira veio pela manhã, com o anúncio da saída do lateral esquerdo Djalma Silva, um dos melhores jogadores do elenco. A segunda chegou no inicio da noite, com o tropeço  diante do Vila Nova, até então com apenas uma vitória no campeonato.

Com três gols marcados e uma eficiência rara nos tiros de média e longa distância, Djalma era uma das peças importantes no esquema do treinador. Foi titular na maioria dos jogos desde que chegou a Vila Oficinas. Substitui-lo com as mesmas características de boa marcação e bom aproveitamento nas bolas paradas não será fácil. Lateral com estes predicados não está dando sopa no mercado. Se não fosse assim, um time da séria não teria vindo buscá-lo. 

A inesperada derrota diante diante do Vila Nova não se deve ao lateral que saiu. Mais uma vez o Operário teve dificuldades no meio de campo, setor que até agora não adquiriu a consistência esperada. Além de marcar mal, peca na distribuição do jogo ofensivo, obrigando os homens da zaga a optarem pela ligação direta ao ataque, estratégia pouco recomendada numa equipe que deseja ter equilíbrio e eficiência em todos os setores, principalmente jogando com um zagueiro de poucos recursos técnicos. 

Rafael Chorão não tem culpa pela saída errada e marcação à distância. Ele é um bom jogador, mas está no sacrifício dentro do esquema armado pelo treinador Matheus Costa. Tomaz Bastos não atravessa um bom momento. No setor apenas Marcelo vem jogando futebol de rendimento, principalmente quando é liberado para sair mais para o ataque. Leandrinho, quando escalado para o setor, só joga com a bola nos pés, deixando o time muito vulnerável na vigilância e cobertura dos laterais. Leandro Vilela, contratado para ser o primeiro volante, não apareceu neste jogo. A comissão técnica precisa repensar muito bem o meio de campo do Operário, pois sem marcar com eficiência e distribuição lenta, de nada adianta empilhar atacantes em busca dos gols. 

Os cinco pontos desperdiçados em Vila Oficinas podem fazer muita falta na contagem final. Recuperá-los fora de casa não será tarefa fácil, pois a disputa está muito equilibrada e mesmo aqueles times que estão na parte baixa da tabela não vendem barato os resultados negativos. 

Com as saídas de Djalma e Léo Rigo, era o momento do Operário lançar mão de pratas de casa, mas estes não aparecem em nenhuma situação. Reconhecemos que a Pandemia prejudicou muito o bom trabalha que Joel e Lisa vinha fazendo na base, mas alguma peça teria que ter sobrado para que o clube não ficasse dependendo apenas de novas e eficientes contratações. E Vila Oficinas, que era o chamado alçapão, virou piscina onde os adversários estão nadando de braçada. Está na hora de retomar as vitórias dentro de casa e ganhar pontos no campo adversário.

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Altayr Bail

Altayr Bail

Altayr Bail é jornalista profissional, com registro número 507 na Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, desde 27/03/1973, com atuação nos jornais Diário dos Campos, onde foi redator e editor responsável por 17 anos, Diário da Manhã e Jornal da Manhã. Foi criador e redator do Jornal do Empresário, da ACIPG, editor dos boletins do Guarani e América Pontagrossense. Também foi o editor de programas esportivos nas rádios Clube, Difusora, Central do Paraná, CBN e Lagoa Dourada. Como apresentador de programas esportivos atuou na TV Esplanada (hoje RPC) e  TV Educativa. Trabalhou na Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal e na Liga Desportiva de Ponta Grossa. Escreve às segundas-feiras no portal Net Esporte Clube.