Uma luta inglória

Uma luta inglória

O Operário perdeu por 2 a 0 para o CSA na 12ª rodada da Série B - Foto: André Jonsson/OFEC

Transformado numa autêntica colcha de retalhos, o Operário sofreu mais uma derrota dentro de casa. O confronto com o CSA tinha tudo para levar o Fantasma a uma boa situação na tabela, mas o rendimento foi abaixo do esperado, principalmente no primeiro tempo, quando o visitante se aproveitou para estabelecer a vantagem mínima no placar.

A segunda etapa mostrou o Operário bem mais disposto, chegando mesmo a dominar as ações, criando boas chances para igualar a contagem e até sonhar com a virada. Os atacantes, porém, perderam os lances capitais e abriram espaço para o CSA completar o desastre alvinegro com o segundo gol, fruto de um contra ataque bem articulado. 

Novamente os inúmeros desfalques permitiram que os jogadores considerados reservas tivessem a oportunidade de mostrar serviço e até justificarem as suas contratações. O que se viu, entretanto. foi um grupo muito aplicado, mas com deficiências técnicas preocupantes. Ninguém desaprende de jogar futebol, mas peças que vieram como vitoriosos em suas carreiras fora daqui voltaram a claudicar, sacrificando aqueles que, com boa técnica e muito esforço, fizeram o máximo para evitar o novo vexame.

Além das ausências, o entrosamento pode até ser responsável por alguns momentos do jogo, mas esperava-se muito mais da individualidade de jogadores como Oller, Thomaz, Chorão, Vilela e, principalmente, de Rodrigo Pimpão. A luta reconhecida de Simão, Alex, Djalma, Reniê, Marcelo e Schumacher tornou-se inglória pela performance pífia dos demais integrantes do elenco. Só uma grande chance no segundo tempo foi desperdiçada. Os demais lances de ataque nem chegaram a incomodar o bom goleiro do CSA. 

Isentamos o técnico Matheus Costa pelo resultado negativo, uma vez que perdeu um titular muito cedo e quando recorreu ao banco de reservas, na fase final, só encontrou aqueles que dali nunca deveriam ter saído. 

O campeonato continua equilibrado desde os lanternas até os detentores da zona de acesso, permitindo resultados que ainda mantêm o Operário numa boa situação na tabela. Os próximos compromissos, porém,  causam enorme preocupação no torcedor. A começar pelo Avaí, que vem de boas atuações e ótimos resultados. 

O Departamento Médico vai precisar de um esforço extra para reabilitar pelo menos um dos centroavantes, já que Schumacher não está dando conta e os gols pararam de acontecer. Aliás, já escrevemos que o atual camisa 9 só pode participar de alguma parte dos jogos. Não tem como sustentar 90 minutos fazendo o chamado "box to box". 

A chance de fazer os mágicos 30 pontos no turno começa a diminuir, causando grande preocupação naqueles que torcem pelo acesso do Operário nesta temporada. A recuperação passa, necessariamente, pelo Departamento Médico, já que alguns reservas não estão dando conta do recado. Que o próximo desempenho não seja exclusivo daqueles que assinaram contrato para jogarem mostrando, técnica, raça e amor à camisa.

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Altayr Bail

Altayr Bail

Altayr Bail é jornalista profissional, com registro número 507 na Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, desde 27/03/1973, com atuação nos jornais Diário dos Campos, onde foi redator e editor responsável por 17 anos, Diário da Manhã e Jornal da Manhã. Foi criador e redator do Jornal do Empresário, da ACIPG, editor dos boletins do Guarani e América Pontagrossense. Também foi o editor de programas esportivos nas rádios Clube, Difusora, Central do Paraná, CBN e Lagoa Dourada. Como apresentador de programas esportivos atuou na TV Esplanada (hoje RPC) e  TV Educativa. Trabalhou na Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal e na Liga Desportiva de Ponta Grossa. Escreve às segundas-feiras no portal Net Esporte Clube.