OFEC deve reclamar, a bola não entrou. Costa tem que arrumar a defesa

OFEC deve reclamar, a bola não entrou. Costa tem que arrumar a defesa

Matheus Costa deixa o gramado com os atletas do Operário após a derrota - Foto: André Jonsson/OFEC

O Operário tem todo o direito - e dever - de reclamar. A bola não entrou no segundo gol do Coritiba. Simão estava com o braço esticado. Não dá para entender como a tecnologia do chip na bola não é implantada em todo lugar do mundo. Sem ela, o Operário ficou no prejuízo, e grande: perdeu a chance de embolsar mais R$ 1,7 milhão. Tem que espernear mesmo, porque é um soco no planejamento financeiro.

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Porém, o técnico Matheus Costa precisa estar atento, principalmente com a defesa. Nos três gols do Coritiba, falhas de posicionamento. Léo Rigo teve um rendimento muito abaixo, sem entender o espaço que lhe cabia em campo. Rafael Bonfim também não foi bem. Léo Gamalho esteve à vontade nos lances capitais e a cobertura deixou vazios em cruzamentos e lançamentos feitos pelo time coxa-branca. É urgente a necessidade de melhoria nesse setor.

O meio de campo teve mais mobilidade com Jean Carlo, mas Felipe Garcia e Rafael Oller estavam apagados na frente. Isso fez com que o Jean avançasse mais, deixando o setor de criança vazio. Leandro Vilela precisava subir para ajudar Marcelo e abria espaço para contra-ataques. Demorou para Tomás Bastos entrar no jogo, e quando entrou, acertou a disposição, mas colocar Fabiano e Silva juntos, dois laterais esquerdos, logo em seguida foi um erro. A defesa se perdeu com a movimentação do time principal do Coxa, o que ocasionou a jogada do gol mal validado.

O erro foi evidente, que Costa mudou logo em seguida, e até deixou o time mais ofensivo, com Leandrinho no lugar de Silva. O Operário sentiu a condição física, com dois jogos em quatro dias e uma viagem de ônibus a Joinville. Merecia mais sorte o Fantasma na segunda fase da Copa do Brasil, como merece mais atenção o setor defensivo, inclusive com diretoria de olho no mercado para contratações.

Em tempo, a postura do Operário após a falha da arbitragem chamou a atenção positivamente. Ao contrário do que aconteceu contra o Cruzeiro, o time não se abalou e continuou a jogar melhor - contra a Raposa estava superior, mas teve um gol mal anulado. Agora foi o oposto, mas mesmo assim, mostra um amadurecimento importante de uma equipe que talvez ainda sofra com o apito conivente aos rivais, o que é uma lástima.

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Emmanuel Fornazari

Emmanuel Fornazari

Jornalista formado pela UEPG em 2010, foi repórter de esportes e política do Jornal da Manhã de Ponta Grossa, no Paraná. Foi produtor, âncora e colunista da Rádio Sant''Ana, editor-chefe do programa esportivo Show de Bola do SBT e comentarista esportivo do programa Esporte Emoção, da TV Educativa. Atualmente, além de diretor geral do Net Esporte Clube, é editor de texto na Rede Massa/TV Guará/SBT.

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