O que os olhos não veem, não se transforma em comentário

O que os olhos não veem, não se transforma em comentário

Silva domina a bola em jogo do Londrina pelo Operário - Foto: Ricardo Chicarelli/LEC

É difícil escrever sobre aquilo que não vi. Por mais que tenha acompanhado o duelo entre Londrina e Operário pelo bravo trabalho feito pelos companheiros do rádio, e dado uma olhada nas reações pelas redes sociais (esse termômetro meio descalibrado, mas que se tornou no único possível em tempos de estádio sem torcida e jogo sem transmissão de tv), me sinto desconfortável em tecer algum comentário mais profundo a respeito de algo que meus olhos não testemunharam.

Sei – pelos melhores momentos disponibilizados e pelos profissionais que conseguiram tecer algum relato sobre a partida que quase ninguém viu – que o Operário teve lá suas chances desperdiçadas no primeiro tempo, que no segundo tempo a coisa desandou e que o Londrina se impôs e conseguiu a vitória por 1 a 0. 

Em uma análise fria e superficial, pode-se dizer que as coisas ficaram um pouco mais complicadas para o alvinegro, mas também nada irreversível. Ainda mais porque o calendário maluco do futebol paranaense prevê que o jogo da volta deve ocorrer somente após um inacreditável quase um mês depois da primeira partida. Um mata-mata com 30 dias separando os dois jogos, sem muitos detalhes sobre o confronto da ida, não é tarefa fácil tecer qualquer comentário, análise ou prognóstico. 

Vou falar o quê? Bom, o que sobra é dizer que o que se espera é que até julho Matheus Costa rearrume a casa, que o Operário que entre em campo no dia 6 do próximo mês seja aquele que bateu o Vasco, ou no mínimo com a postura apresentada na vitória sobre o Azuriz (mas que não repita o desempenho de placar mínimo porque uma nova disputa de pênaltis seria emoção desnecessariamente demasiada). 

Ah sim, o que espero também para o jogo da volta é que a gente consiga ter acesso a uma transmissão com imagens. Privar de ver seu time da arquibancada é por cruel demais, não conseguir sequer uma transmissão pela tv (ou celular, computador) é muita maldade para quem já vem sofrendo há mais de um ano.

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Jeferson Augusto

Jeferson Augusto

Jeferson Augusto é jornalista, formado pela UEPG, com mais de 15 anos de profissão. Foi repórter de Esportes por cinco anos no Diário dos Campos, além de ter atuado nas editorias de Cidades e Política. Foi chefe de Redação do mesmo jornal e hoje é assessor de comunicação da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG). Acredita fielmente que futebol é mais do que um jogo, é uma das poucas coisas que reúne todas as sensações humanas em um curto espaço de tempo. Escreve sempre aos domingos.

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