Como lidar com a responsabilidade no Campeonato Paranaense?

Como lidar com a responsabilidade no Campeonato Paranaense?

Último jogo do OFEC com a torcida no Germano Krüger não traz boas lembranças - Foto: João Vitor Rezende

O fardo de ser cotado entre os principais proponentes do Estadual tem sido pesado para o Operário Ferroviário. Desde o título em 2015, o clube não conseguiu ter campanhas que cumprissem com as expectativas da torcida.

Embora cada vez menos valorizado pelos clubes, mídia esportiva e pela própria Federação, o Estadual pode ser um marco de imposição ao alvinegro frente os rivais locais. Um passo consolidado no Paraná pode ser um ponto importante para a continuidade da afirmação do Fantasma a nível nacional.

Imposição é o termo correto. E o rendimento contra os adversários de orçamento e nível inferior nos anos anteriores deixou a desejar dentro de campo. Ao torcedor, a impressão é de que sempre faltou um gosto a mais: um gol a mais, uma goleada a mais e um sofrimento a menos.

A partida contra o Toledo, no último jogo em que a torcida pôde ir ao Germano Krüger, foi representativa dentro desse contexto. No dia oito de março de 2020 (que saudade, hein), um combalido Operário após a eliminação na Copa do Brasil não conseguiu matar o jogo contra a equipe do oeste paranaense. Ao tomar o gol, se desesperou e não conseguiu ter forças para sair com a vitória. Não bastasse essa última impressão com o estádio cheio, a volta do certame após a pandemia conseguiu piorar o cenário e hoje torce pelo Athletico para ter uma vaga na competição, que é a galinha dos ovos de ouro e representaria um grande alívio aos cofres alvinegros.

Para não cruzar os dedos ao fim do Estadual, o Operário precisa ser dominante e cirúrgico, como foi na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. Não gosto de falar de "obrigação" em futebol, mas garantir a vaga na Copa do Brasil pelo Paranaense, sem depender do ranking da CBF, é fundamental para o Fantasma.

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João Vitor Rezende

João Vitor Rezende

Jornalista formado pela UEPG em 2017, foi repórter de Cotidiano e Esportes do Jornal da Manhã e acompanha o Operário desde 2016. Trabalhou na assessoria de imprensa do Keima Futsal e do Ponta Grossa Caramuru Vôlei. Trabalha como fotógrafo na AGIF. Escreve no Net Esporte Clube às terças-feiras.

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