Pé na areia, sem caipirinha

Pé na areia, sem caipirinha

Juliana Spinardi, colunista NEC

Eu não fazia ideia do que esperar quando me convidaram para jogar Beach Tennis (tênis de areia). O tradicional tênis, eu sempre achei muito elegante. Esporte fino, mesmo. Seria o beach tennis o “primo pobre” do esporte high society? 

O pé na areia, sem a caipirinha e muito longe da água do mar, me mostrou a prática que está ganhando cada vez mais adeptos. Pensei: só poderia ser o brasileiro para tirar o tênis dos sorteios chiquérrimos para levar pra descontraída praia. Não fomos nós não. Foram os italianos que inventaram, lá em 1987, de criar a atividade. 

Não tem muito segredo. Você aluga a quadra, aluga as raquetes e começa a jogar. Pode ser um jogo de duas pessoas ou duplas rivais. Você escolhe a modalidade. A rede lembra muito o vôlei de praia, porém é bem mais baixa. A bolinha usada para o jogo é a mesma do tradicional tênis. Existem diversas maneiras de marcar os pontos, porém no jogo padrão, a pontuação é marcada seguindo os pontos de quem está sacando. 

Nenhum ponto - "Love" ou zero. O primeiro ponto vale 15, o segundo vale 30, o terceiro vale 40 e o quarto é o “game”. O time que vencer o ponto decisivo vence o "game”. Exceto que, se cada equipe ganhou três pontos cada, a pontuação é "iguais" e um ponto de decisão deve ser jogado.

Muito divertido, porém cansativo. A dinâmica de sacar, correr para rede para “duelar” a bolinha gasta bastante calorias. Por ser na areia, qualquer movimento fica mais pesado e por tanto, prepare-se para suar. 

Ao contrário do que achei no começo, que o beach tennis seria um esporte mais popular, não tem nada de barato em praticar o esporte. Se você mora em uma cidade sem mar, precisa pagar pela hora usada na quadra. As raquetes usadas também são diferente das do tênis convencional, porém se assemelham no preço. As mais em conta custa R$500, podem a chegar até R$2 mil. O que salva é que você pode alugar as raquetes nos locais onde aluga o espaço para jogar. 

Nesses locais também é possível contratar um professor para ensinar as técnicas e se aprimorar no esporte. O valor varia de R$150 a R$200, dependendo da frequência das aulas, obviamente. Preços a parte, o esporte foi uma agradável surpresa. Não só pelo clima de praia, mesmo que numa falsidade sem fim, porque estamos no meio de uma cidade sem maresia. O pé descalço já deixa tudo descontraído. O jogo com amigos e a falta de obrigação de pontuar e, sim, jogar só pela diversão também deixaram tudo mais prazeroso. 

Mas não se engane. O beach tennis pode ser bem competitivo. A Federação Brasileira deste esporte promove vários torneios pelo país. E, segundo o instituto de pesquisa “meu instagram”, logo a prática vai se tornar ainda mais popular. 

Outro fator bem bacana é a prática ser ao ar livre. Uma ótima opção para quem quer fugir da academia, das esteiras e esportes mais “tradicionais”. Apesar de ser italiano, o beach tennis deve ter dupla cidadania, porque é uma atividade tipicamente brasileira. Mais uma opção saudável para atletas amadores que não abrem mão de curtir a areia e seus esportes, mesmo que em meio ao asfalto. 

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Juliana Spinardi

Juliana Spinardi

Juliana Spinardi é jornalista com experiência em assessoria de imprensa, produção de televisão e rádio, jornal imprenso e marketing. Entrou para o mundo da tecnologia e das empresas Saas (Software as a Service) em 2019 e atua como community manager.

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