Será que vamos conseguir assistir o Fantasma pelo paranaense?

Será que vamos conseguir assistir o Fantasma pelo paranaense?

Campeonato Paranaense, que começa em março, não tem transmissão de TV garantida ainda

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Agora que a Série B terminou, o foco dos operarianos volta ao charmoso e tradicional Campeonato Paranaense. A competição estadual começa no final de fevereiro e já as primeiras rodadas definidas. Mas faltando menos de um mês para o início da segunda maior competição do clube eu preciso perguntar: Você sabe onde vai assistir o Fantasma no Campeonato Paranaense 2021? 

É incrível incapacidade da FPF em não conseguir conduzir minimamente bem a negociação do seu principal produto. Depois de ter a parceria com a DAZN encerrada, a Federação se colocou aberta a receber ofertas pelos direitos de transmissão da comunicação. A Band Paraná teria demostrando interesse, mas recuou ao saber que a FPF queria R$4,8 milhões, R$ 400 mil por equipe. Como solução, a Federação, que deveria cuidar do futebol do estado, e isso passa por dar mais visibilidade aos clubes, larga o direito de transmissão para que cada clube transmita como puder.

Mesmo que da maneira mais simples possível, com uma câmera aberta fixa e um computador na arquibancada, captar e transmitir imagens demanda investimento. Obviamente temos clubes com condições para fazer isso da melhor forma possível, o Athlético já faz, o Coritiba e o Paraná têm orçamento para isso, Operário e Londrina também não teriam problemas em instalar câmeras para isso, mesma coisa acontece com o Cascavel FC, que também conseguiria fazer uma transmissão de boa qualidade.

O problema é que o Paranaense não é formado só pelo trio de ferro da capital e os dois clubes do interior da B mais Cascavel. 12 equipes participam do Campeonato Paranaense, destas 12, pelo menos seis tem no estadual a principal competição do calendário e a verba dos direitos de transmissão como maior fonte renda.

Também é preciso lembrar que não há previsão para o retorno das torcidas para os estádios, ainda não é seguro promover aglomerações. Vivemos tempos em que não podemos estar na arquibancada, acompanhar o futebol está ficando cada vez mais difícil. Então, por mais que alguns clubes tenham capacidade de transmitir os jogos, e que o próprio Operário consiga fazê-lo, ainda assim nada garante que você conseguirá assistir todos os jogos da sua equipe. 

Como ficam os jogos fora contra equipes que não consigam transmitir? E se forem transmissões exclusivas para sócios destas equipes? As duas equipes precisam concordar com a transmissão, se um clube chegar no Germano Krüger e decidir que não quer que o jogo seja transmitido, como fica? As regras não são claras. E sem regras claras, cada um faz o que bem entende, independentemente do interesse dos torcedores ou do próprio futebol paranaense.

Ano após ano o estadual tem se tornado mais desinteressante. Com o nível técnico baixo, o Athlético já retirou o time principal da competição, no Coritiba a tendência é que aconteça a mesma coisa. Quanto tempo até o Paranaense se tornar um torneio amador ou uma reedição da Taça FPF? 

A primeira função de qualquer organização que comande o futebol deveria ser defender e incentivar o fortalecimento do esporte no âmbito que lhe compete. No Paraná, aparentemente, as coisas não funcionam assim. Afastam cada vez mais os torcedores, dificultam acompanhar os jogos, não prezam pela qualidade tanto do futebol, quanto das transmissões, e deixam para que façam o que bem entendam. Enquanto isso, todo domingo teremos rodada do futebol paulista, de graça, na televisão. Qual será o mais assistido?

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Lucas Matos

Lucas Matos

Jornalista formado pela UEPG em 2014, foi fotógrafo e assessor de comunicação do Ponta Grossa Phantoms, além de Assessor de Imprensa do Conselho Regional de Educação Física. Atualmente é analista de comunicação.