Foi uma aula de como jogar a maior Série B de todos os tempos

Foi uma aula de como jogar a maior Série B de todos os tempos

Leandro comemora o gol que abriu o placar para o Operário no Rio de Janeiro - Foto: André Moreira

Sim, nós assombramos, e com categoria. O Operário começa mais uma Série B com vitória, desta vez contra um adversário badalado, colocado entre os favoritos ao acesso e forte concorrente ao título da competição. Vencer o Vasco da Gama por 2x0, na casa deles, dentro do charmoso São Januário, é um resultado para começar a ‘Maior Série B de todos os tempos’ com o pé direito.

Durante a semana foi difícil para o torcedor operariano não falar de outra coisa. Muito se leu sobre a bela história do Vasco, os títulos nacionais e internacionais, os grandes esquadrões, os ídolos e como a camisa cruzmaltina enverga varal. Do lado alvinegro as notícias eram as mesmas de sempre, o bom planejamento, o projeto desenvolvido a longo prazo. Muitos portais e podcasts colocavam o Fantasmas como possível surpresa na competição pela manutenção do elenco, pelos resultados do estadual. Agora a gente pode admitir, o torcedor estava tão ansioso para essa partida quanto os 11 atletas que entraram em campo, tanto pela estreia, quanto pelo adversário que estava do outro lado.

Para enfrentar o Vasco, o treinador Matheus Costa apostou em uma escalação mais ofensiva, com: Simão; Alex Silva, Reniê, Filemon, Djalma Silva; Chorão, Tomas Bastos, Leandrinho; Jean Carlo, Felipe Garcia e Ricardo Bueno. A proposta mais agressiva do treinador paranaense mostrou resultado com o Operário dominando a primeira etapa da partida e propondo as principais jogadas ofensivas.

Dominando o meio-campo em São Januário e marcando os defensores vascaínos em pressão. A estratégia foi fundamental para o primeiro gol alvinegro, logo aos sete minutos da primeira etapa. Felipe Garcia pressionou a defesa dos mandantes, roubando a bola do defensor vascaíno e tocando para Ricardo Bueno que encontrou Leandrinho dentro da área e mandou a bola para o fundo das redes.

Com mais pressão e domínio de bola, o Operário teve três oportunidades ampliar o placar na velocidade de Jean Carlo, que pecou na finalização. Aos 41 minutos, foi o mesmo Jean Carlo apareceu muito bem aproveitando o erro de passe da equipe do Vasco e tocando para Ricardo Bueno, que encobriu o goleiro Vanderlei para sacramentar a vitória na primeira etapa. 

Atrás no placar, o Vasco precisou voltar do intervalo precisando arriscar mais e pressionar mais. A primeira oportunidade da etapa saiu dos pés de Chorão que arriscou do meio da rua e acertou a trave. Com mais ímpeto do time de São Januário, Matheus Costa promoveu mudança nas laterais, trazendo Lucas Mendes, para o lugar de Alex Silva, Fabiano para a vaga de Djalma Silva, além das entradas de Marcelo, Leandro Vilela e a estreia de Rodrigo Pimpão.

As mudanças reforçaram o posicionamento defensivo do Fantasma, mas ainda garantiram mobilidade ofensiva com Marcelo e Pimpão propondo o jogo. O atacante estreante ainda mandou uma bola no travessão aos 42 minutos, que infelizmente não entrou para fechar a boa manhã do Fantasma no Rio de Janeiro.

A vitória do Operário não é uma surpresa pelo resultado. Surpreendente seria uma goleada de qualquer um dos lados. O assombro fica pela postura da equipe de Vila Oficinas, que deixou todos os fatores extracampo onde eles devem ficar, fora da cancha. E essa é uma lição importante para uma Série B com cinco ‘bicho-papões’ campeões da Série A: devemos respeitar a tradição e títulos destes adversários, mas precisamos acreditar no trabalho feito todo dia em Ponta Grossa.

Passado o jogo e com a adrenalina mais baixa, já somamos os primeiros três pontos. Hoje é no amor, as cornetas do segundo tempo ficam para outro dia. O que dá para falar é que quero o Operário com a mesma disciplina e concentração que teve na primeira etapa, assim nossos objetivos ficam mais próximos. No mais, assombramos hoje e queremos assombrar dia primeiro, como mandantes no Couto. Que venha o Guarani!

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Lucas Matos

Lucas Matos

Jornalista formado pela UEPG em 2014, foi fotógrafo e assessor de comunicação do Ponta Grossa Phantoms, além de Assessor de Imprensa do Conselho Regional de Educação Física. Atualmente é analista de comunicação.

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