O CrossFit é por onde devemos começar?

O CrossFit é por onde devemos começar?

CrossFit New Age incentiva abertamente a inclusão de LGBTs. Foto: divulgação/CrossFit New Age

“Ah não, lá vem o discípulo de CrossFit” é um pensamento muito comum para os não praticantes da modalidade. Desde a fama de exercícios intensos até as grandes competições que reúnem diversas equipes, o ‘Cross’, como é carinhosamente chamado pelos seus adeptos, é referência em diversidade no âmbito esportivo.

Uma das políticas da empresa – a CrossFit é uma marca – é a aceitação, deixando claro que a inclusão é uma missão e que nenhum tipo de discriminação é tolerável.  Entre os atletas profissionais há muitos LGBT, como Alec Smith, Samantha Briggs e sua esposa Nicole Holcomb, Nuno Costa, entre tantos outros. Esse exemplo ilustra o quanto outros esportes ainda tem muito a evoluir, mesmo que tal aceitação não seja perfeita no CrossFit.

Em Ponta Grossa há vários box ou CT’s que atraem pessoas em busca de uma boa forma ou de uma modalidade diferente. Acima do peso ou não, héteros ou não, homens, mulheres... Todos têm – ou deveriam ter – espaço. 

Um exemplo aqui da cidade é o CrossFit New Age, na Avenida Visconde de Mauá. Idealizado por três sócios, o local faz questão de deixar bem claro que é um espaço aberto para todas as pessoas. “Um box não é lugar para preconceito, muito menos para homofobia! Amor não é doença, é a cura!”, afirmou o New Age em uma publicação do Instagram no dia 17 de maio, considerado o dia internacional contra a homofobia. 

A partir das políticas da CrossFit e do que é possível encontrar na cidade, vemos que mesmo em regiões mais tradicionais como a Princesa dos Campos e arredores os box filiados à marca seguem fielmente os princípios da empresa. E isso vai muito além do fato da modalidade poder ser praticada por qualquer pessoa em qualquer idade e condição física, estamos falando de inclusão LGBT, uma política, um princípio que deveria ser comum e obrigatório em qualquer esporte, em qualquer lugar.

O CrossFit tem seus problemas é claro, mas em comparação com outras modalidades, amadoras ou profissionais, sai na frente sim e abre caminho para que os LGBTs conquistem cada vez mais espaço no esporte. Claro, sem medo, sem preconceito e sendo quem são.

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Nicolas Pedrollo

Nicolas Pedrollo

Jornalista formado pela UEPG em 2018, foi estagiário no Portal aRede e Jornal da Manhã. Também trabalhou com marketing digital e foi repórter na Revista D’Ponta. Atualmente é produtor de conteúdo na Rede Massa | SBT. Escreve às quartas-feiras.

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