Quer queiramos ou não, o futebol também é político

Quer queiramos ou não, o futebol também é político

Thanile Ratti, colunista NEC

Na semana passada eu trouxe a reflexão de que o não adiamento do Campeonato Paranaense de Futebol pela FPF era uma atitude egoísta diante de todo o Paraná que estava paralisado, e ainda está. Talvez você tenha se perguntado do porquê desta minha colocação. 

Bom, queiramos nós ou não, sejamos nós favoráveis ao debate ou não, o futebol também é uma ferramenta política e de conscientização social. E não é de hoje. Os mais antigos ou mais apaixonados irão se lembrar de quando o Santos, de Pelé, parou uma guerra civil na Nigéria, no fim dos anos 60. Ou de quando o Corinthians, de Sócrates, defendia o fim da ditadura militar e a aceitação do movimento Diretas Já, ainda na década de 70. 

Se pensarmos em casos mais recentes, temos diversos exemplos de posicionamento dos clubes de futebol com relação ao racismo, homofobia, machismo, etc. O próprio Operário Ferroviário já fez ações de conscientização dos seus torcedores, uma atitude necessária e totalmente dentro daquilo que se espera do esporte.

O futebol é capaz de chegar em lares que nenhum outro meio chega. Isso pode estar longe da nossa realidade, mas o Brasil é muito maior do que nós imaginamos. Um atleta que está sempre se posicionando e utilizando sua força enquanto ídolo do esporte é Richarlison, atacante da seleção brasileira e que atua no Everton, da Inglaterra.

Através de suas redes sociais, Richarlison está sempre questionando ações (ou a falta delas) no Brasil, ainda que ele já não more mais aqui. E é sobre isso. O futebol tem essa força. Muitas coisas que os atletas dizem ganham repercussão. Eles são ouvidos, porque são ídolos. 

Por isso o futebol é sim também uma ferramenta política. Não de politicagem. Não de campanha. Mas sim de conscientização, de popularização de debates, de trazer para o público comum aquilo que afeta a todos, mas que nem sempre tem nossa atenção.     

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Thanile Ratti

Thanile Ratti

Jornalista formada pela UEPG em 2017, foi repórter e plantonista esportivo da Rádio CBN. É especialista em marketing digital e diretora de planejamento e sócia do Escritório de Criatividade, além de presidente da ACIPG Jovem. Já foi repórter e apresentadora no Net Esporte Clube. Escreve sempre aos sábados.

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