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Futsal repete desistência e mostra pouca evolução em uma década

Abandono do Paranaense não é inédito e motivo é semelhante

Por: Redação NEC em 26/01/2017 04:52:16 atualizado em 01/11/2018 08:11:16

Futsal repete desistência e mostra pouca evolução em uma década
Dependência de Tércio Miranda (foto) é uma das justificativas da diretoria - Foto: Arquivo NEC

Cenário econômico ruim, falta de um ginásio em condições de receber jogos da Liga Nacional e desgaste do presidente Tércio Miranda foram as justificativas apresentadas para o encerramento das atividades profissionais da Associação de Futsal Pontagrossense (AFP) em 2017.


O abandono depois do vice-campeonato da Chave Ouro do Paranaense abre uma lacuna no esporte de Ponta Grossa. Apesar da aparente surpresa, a saída do Estadual não é inédita na modalidade. A última havia acontecido em 2009, quando o Santa Paula desistiu da disputa porque não tinha aporte financeiro.


Naquela época, o empresário Tércio Miranda chegou a investir no clube, mas como o retorno dentro de quadra não foi o esperado ele deixou o projeto. Sem o investimento, o Santa Paula se arrastou até a desistência e Tércio partiu para a parceria com o Clube Verde, que mais tarde deu origem ao Keima Futsal.


Oito anos depois, a entrevista coletiva da AFP mostrou que o cenário do futsal de Ponta Grossa pouco evoluiu. O vice-presidente da Associação, Thiago Kailer, informou que Tércio era responsável por arcar com 80% das despesas da equipe. E foi justamente por querer fugir da dependência financeira do empresário que o projeto chegou a esse ponto.


“O Tércio não abandonou a AFP. Ele segue como presidente. Mas o projeto entrou em uma fase de transição. O Tércio passou de mantenedor para patrocinador do clube. As empresas que aceitaram participar do nosso projeto de Liga Nacional não possuem interesse no Paranaense. Poderíamos manter o time com o Tércio, mas esse não é o nosso acordo com ele”, justifica Kailer.


O objetivo dos dirigentes era chegar a um montante anual de pelo menos R$800 mil - valor estipulado para a manutenção da equipe na Chave Ouro. Entretanto, as negociações com patrocinadores para 2017 não chegaram a atingir a casa dos R$250 mil.


Outro fator usado como justificativa e que ‘desanimou’ os diretores foi a ausência de estrutura para disputar a Liga Nacional. O acerto da AFP estava bem encaminhado, mas Ponta Grossa não possui ginásio adequado para a competição - algo evidente durante os dez anos de construção da Arena Multiuso e também após a conclusão da obra com diversas imperfeições.


Inclusive, as novas obras na Arena é que devem determinar se o projeto da AFP voltará em 2018. “O Marco Macedo [presidente da Fundação de Esportes] firmou compromisso pessoal conosco. Se a promessa for cumprida e se as obras acontecerem na Arena, aí vamos montar o projeto para a temporada de 2018”, informa o diretor jurídico da AFP, Rodrigo Sautchuk.

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