Baiano se preocupa com o trabalho de base e aponta solução no futsal

Ex-treinador da AFP fala pela primeira vez após desistência da equipe

Baiano se preocupa com o trabalho de base e aponta solução no futsal

Baiano ficou por dois anos no comando do futsal profissional de Ponta Grossa - Foto: João Vitor Rezende/AFP

Com a suspensão das atividades da Associação de Futsal Pontagrossense (AFP), a ‘Era Baiano’ chegou ao final em Ponta Grossa. O experiente treinador ficou no comando da modalidade por dois anos. Para o técnico - considerado um dos principais nomes do estado - a reconstrução do futsal no município só será possível com bom planejamento e gestão. Isso inclui, segundo Baiano, tanto a equipe profissional quanto categorias de base.


“Não podemos esperar mais nada desta modalidade em Ponta Grossa se não houver investimento. O que precisa ser feito é buscar parcerias para que o futsal possa voltar e representar bem a cidade”, opina.


A Lei Federal de Incentivo ao Esporte tem sido a principal ferramenta de sustentação dos esportes de alto rendimento no país. Com a elaboração de projetos e captação de recursos junto a empresas privadas é possível manter as categorias de base e o time profissional.


Baiano cita o exemplo de outras cidades que permanecem em competições oficiais através desses projetos. A expectativa do treinador é que Ponta Grossa tenha o apoio do Poder Público para conseguir aprovação no Ministério do Esporte.


“Existem bons projetos.de captação de recursos através de Incentivo ao Esporte. Porém é necessária a ajuda política para aprovação. Precisamos do Poder Público para auxiliar de todas as maneiras possíveis. É como fazem as outras cidades”, destaca.


Sobre as categorias de base, Baiano se preocupa com a falta de continuidade. “Nas próprias categorias de base são alguns colégios e alguns abnegados que trabalham com crianças. Chega na categoria do Juventude, por exemplo, e já não existe continuidade do trabalho. Sei que teremos o futsal feminino ainda, mas elas também passam muitas vezes pelo mesmo problema”, aponta Baiano.

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