Diretor do NBPG fala sobre cautela e incertezas diante da COVID-19

Equipe estava prestes a disputar o Brasileiro de Basquete antes da parada

Diretor do NBPG fala sobre cautela e incertezas diante da COVID-19

Novo Basquete Ponta Grossa não tem previsão do retorno de competições oficiais - Foto: João Vitor Rezende

O Novo Basquete Ponta Grossa (NBPG) estava perto de iniciar a disputa do Campeonato Brasileiro de Basquete quando a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) anunciou, em 12 de março, o adiamento de todas as competições. A estreia do NBPG seria no dia 20, em casa, contra o time de Brusque. No dia 17, a Liga Desportiva de Ponta Grossa orientou a paralisação de todas as atividades.

Pouco mais de um mês depois, os atletas do Novo Basquete continuam em suas casas, sem os treinos, seguindo orientações dos responsáveis pelo time para que não percam totalmente o condicionamento físico. A direção do time aguarda as orientações dos profissionais de saúde e das autoridades do município. 

“Cada atleta está se cuidando. Os que estão aqui estão fazendo atividades dentro de um sistema que o técnico e a fisioterapeuta repassaram, e os foram para suas casas estão fazendo isso em casa. Sem uma manifestação dos órgãos superiores a nós, não podemos fazer nada além do que estamos fazendo hoje”, conta o diretor Paulo Moreira. 

O início de competições de basquete, para ele, ainda parece distante. “Para que haja algum campeonato, terá que ter uma liberação ‘geral’. Não pode ser liberado em uma cidade e não ser liberado na outra. Além do que poderemos fazer aqui, teremos que aguardar algo nacional, que seja igual para todos, para que possamos reiniciar alguma atividade ou campeonato. Acho difícil ter algo, porque alguns estados e municípios estão com situações piores do que outros, então acho difícil, pelo menos nesse momento, pensar em alguma coisa. Vamos aguardar e seguir sempre os protocolos governamentais”, afirma Paulo. 

O diretor da equipe tenta se manter otimista enquanto torce pelo retorno das atividades, mas reconhece que neste momento a saúde está em primeiro plano. “As expectativas são sempre as melhores, estamos a toda hora pensando positivo para retornar o mais rápido possível, mas não temos como acelerar nada disso. Temos que fazer exatamente o que estamos fazendo. Cada um cuidando da sua saúde, dos seus familiares, e tentando passar por isso. É um status mundial, não uma coisa especificamente nossa”, ressalta.

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