'Vivo de grandes desafios e esse talvez seja o maior', afirma Roger

Na apresentação, reforço do OFEC fala sobre objetivos do clube e estreia

'Vivo de grandes desafios e esse talvez seja o maior', afirma Roger

Roger foi apresentado nesta semana como reforço do Operário Ferroviário - Imagem: Reprodução OFEC

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Contratação de peso do Operário Ferroviário para a sequência da Série B do Campeonato Brasileiro, o atacante Roger, de 35 anos, chegou a Vila Oficinas com a certeza de que terá um grande desafio pela frente. Com a missão de ajudar o clube no acesso inédito para a elite do futebol brasileiro, o experiente jogador comentou na primeira entrevista sobre metas no Fantasma, o estilo de jogo e a provável data de estreia com a camisa alvinegra. Confira abaixo os principais pontos!

DESAFIO NO FANTASMA

"Ao longo da minha carreira eu vivo de grandes desafios e esse talvez seja o maior. Abraçar um projeto como o do Operário faz eu me sentir privilegiado aos 35 anos. Eu pude escolher vir para cá, pude olhar o time do Operário e falar: eu quero jogar num time que corre, que briga, que luta e quero subir, entrar para a história do clube e fazer essa torcida feliz".

META DE GOLS

"Eu não tenho uma meta de gols. É jogo a jogo. Temos que descentralizar algumas coisas, pois não é porque eu talvez tenha uma história bonita no futebol que as coisas funcionam assim. A ideia então é ir jogo a jogo. Ganha aqui, empata fora, daqui a pouco você consegue uma vitória fora e fica sempre ali entre os quatro primeiros".

ESTREIA PELO OPERÁRIO

"Tive uma conversa com o professor Gerson [Gusmão] e acho que o ideal seria estar pronto para o jogo contra o Brasil [sexta rodada]. A partir do jogo contra o Brasil vamos ter uma sequência de oito partidas no meio de semana e no final de semana. Então acho que a ideia é estrear contra o Brasil. A gente precisa dar tempo. Não adianta queimar etapas porque no Brasileiro não é como começamos e sim como terminamos. Eu preciso desse tempo para dar o meu melhor".

FALTA DA TORCIDA NOS JOGOS

"É tudo muito novo nessa pandemia. O torcedor faz falta nos jogos dentro de casa. Eu vim aqui no ano passado e vi como a torcida deu uma força para que o time virasse o jogo [contra a Ponte Preta]. Mas pelo menos fora de casa você tem um lucro, já que a torcida rival também não estará. Ficou tudo muito igual sem torcida. Nenhum favorito na Série B".

EXPERIÊNCIA EM CAMPO

"A melhor forma de passar experiência é mostrando trabalho, vontade, mostrar que quer vencer. Algumas pessoas me perguntaram o que eu vim fazer no Operário e eu vim me desafiar, eu vim tentar fazer história, levar esse time à Série A do Campeonato Brasileiro. Por que não? Temos uma Série B muito igual, todo mundo tem a sua chance de fazer história neste ano, principalmente pela falta de torcida. É esse tipo de experiência que quero passar. Eu vivi isso na Chapecoense pós acesso. Eu vi o clube crescendo lá na estrutura e amadurecendo no mercado. Creio que o Operário pode fazer a mesma história da Chapecoense".

DESAFIO E COBRANÇAS NO FUTEBOL

"Meu maior desafio é principalmente pelo acesso com o Operário. Jogar na Ponte [Preta], por exemplo, que é o clube que eu costumo dizer que é a minha casa, na minha cidade, onde eu comecei jogando aos sete anos de idade, tem uma diferença. Eu acho que esse é o grande desafio aqui: tentar colocar o Operário na Série A. O clube chegou ano passado na Série B e a gente sabe que geralmente as equipes possuem um tempo na Série C, um tempo na Série B, mas o Operário vem numa batida de sucesso e acessos. Eu até brinquei com um torcedor que me falou: 'ficamos bravos que não subiu ano passado'. Eu falei: 'não, cara, vocês fizeram ano passado um grande campeonato, 50 pontos é um campeonato de respeito, um campeonato muito bom para um clube que está voltando ao cenário nacional'. Aí ele me falou: 'é que você não sabe como é a cobrança aqui'. Eu disse brincando: 'tô vindo do 'Corinthians do Interior' pode ficar tranquilo que eu sei como é cobrança'. É me apegando nisso que eu digo do grande desafio para me motivar e dar uma grande alegria ao torcedor e a essa diretoria".

FAMÍLIA E A FILHA GIULIA

"Aquela reportagem com o Luiz Roberto foi sensacional. Ele é um dos amigos que o futebol me deu. Não foi nada combinado. Foi tudo de coração aberto e maravilhoso. Eu sou muito grato à torcida do Botafogo até hoje pelo carinho com a Giulia. A minha saída de lá não foi muito legal, mas o respeito pela torcida sempre fica com muito carinho e gratidão. E a Giulia é Operário. O Nicolas - meu filho - também. Perguntaram se ele ia torcer para a Ponte, que é o time de vários familiares, e ele disse: 'não, não, agora eu sou Operário'. Acho que semana que vem eles vão dar um 'pulo' para cá [Ponta Grossa], pois as aulas presenciais estão paradas em São Paulo. Então eles devem ficar uns 15 dias aqui comigo".

ESQUEMA TÁTICO DE GERSON GUSMÃO

"Quem tem que se adaptar sou eu. Mas gostei muito [da partida contra o CSA]. O importante são sempre as vitórias. A gente sabe que pelo dinamismo da Série B às vezes você tem que jogar com três zagueiros, outras vezes se expor um pouco mais. O professor entendeu que no intervalo precisavámos soltar mais a equipe para tentar a vitória. Você depender só das suas forças dentro da Série B é o mais importante do começo ao fim. E eu gostei. É um time muito aguerrido, de entrega muito boa e temos peças que estão jogando muito bem. Já tinha visto essa dedicação no jogo contra o América. Na terça aqui fizemos um bom segundo tempo. No primeiro tempo foi difícil, o campo estava alagado, o jogo muito difícil porque não conseguíamos colocar a bola no chão, triangular e precisávamos usar a bola longa. Mas fizemos um grande segundo tempo e a vitória foi o mais importante".

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