Secretaria de Saúde de PG veta realização de Operário x Coxa no sábado

Indicação é baseada no colapso do sistema de saúde, que não tem vagas

Secretaria de Saúde de PG veta realização de Operário x Coxa no sábado

Prefeitura de PG realizou coletiva de imprensa para informar o colapso da saúde - Foto: Letícia Cabral

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A Secretaria de Saúde de Ponta Grossa vai solicitar a suspensão do jogo entre Operário x Coritiba pela quinta rodada do Campeonato Paranaenase, antecipado para este sábado (13), no Estádio Germano Krüger. A indicação foi dada em primeira mão pelo Net Esporte Clube, pelo twitter.

PRIMEIRA MÃO: Prefeitura deve enviar à tarde documento para a suspensão do jogo entre @OFECoficial x @Coritiba, válido pela quinta rodada e antecipado para sábado (13). Segundo a prefeita Elizabeth Schmidt, a situação em PG é desesperadora. Não há leitos para nenhuma doença.

— Net Esporte Clube (@netesporteclube) March 11, 2021

O veto foi reforçado em seguida, em coletiva de imprensa, pelo secretário da pasta, Rodrigo Manjabosco. A decisão é motiva pelo colapso no sistema de saúde de Ponta Grossa, que não possui leitos nem para atendimento de Covid-19, tampouco para qualquer outra enfermidade. "Se você for atravessar a rua, olhe para os dois lados, porque se sofrer acidente, pode não ter atendimento", ilustrou Manjabosco.

A informação foi endossada por representantes de hospitais particulares de Ponta Grossa. No Hospital Universitário, referência para atenção à Covid, todos os leitos de UTI estão lotados. No Pronto Atendimento, por exemplo, há quatro vagas formais, mas 21 pacientes internados, com 18 entubados.

Manjabosco afirmou que o tempo de internamento também aumento com a nova variante da Covid, com pacientes chegando a ficar até 30 dias ocupando leitos. Além disso, indicou que há estudos que apontam que uma pessoa contaminada por infectar outras 20, ao contrário da cepa primária que era entre 7 a 10.

A prefeita Elizabeth Schmidt falou que a suspensão do jogo é por conta das aglomerações promovidas por conta de um jogo de futebol. "O protocolo deles é rígido, todos são testados, até elogiei, mas o problema é o reflexo, as pessoas se reúnem para acompanhar jogos". O secretário de Saúde reforçou: "se um jogador se machucar, ele vai precisar de atendimento médico, e não tem leito", cravou Manjabosco.

*Com informações de Letícia Cabral em reportagem de Emmanuel Fornazari

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