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Na cozinha ou na arquibancada do GK, Silvane vive plenas emoções

Cozinheira está há 5 anos no OFEC: "convivo mais do que com a família"

Por: Felipe Gustavo em 08/03/2018 10:59:51 atualizado em 06/12/2018 18:16:42

Na cozinha ou na arquibancada do GK, Silvane vive plenas emoções
Silvane Barbosa Rodrigues é a responsável pela alimentação do Fantasma - Foto: Emmanuel Fornazari
O futebol reserva histórias de bastidores pouco conhecidas e divulgadas. Nesta semana, o NEC exaltou, por exemplo, os mais de 50 jogos completados pelo técnico Gerson Gusmão no Operário Ferroviário. Porém, lá dentro de Vila Oficinas há quem escreva um pouco da história do Fantasma há mais tempo. É o caso de Silvane Barbosa Rodrigues, cozinheira do clube há cinco temporadas.

Ela chegou ao Operário de forma despretensiosa e ganhou rapidamente o carinho de quem está ou já passou por ali. "Uma conhecida minha trabalhava aqui e nessa mesma época eu tinha saído do meu antigo emprego. Ela me convidou e eu vim para cá em 2013", relembra.

Assim como treinadores e jogadores, ela viveu intensamente a "montanha-russa" de emoções do Fantasma. "Já entrei aqui numa fase em que não estava muito boa para a equipe. Depois ficou pior e, de repente, foi melhorando. Em 2016 caímos, mas agora estamos nos reerguendo novamente", destaca Silvane.

Ela não é apenas uma funcionária alvinegra e sim uma torcedora. O espaço varia entre a cozinha e a arquibancada. "Os títulos foram maravilhosos. Cada campeonato é uma emoção diferente. No Paranaense, por exemplo, a gente estava lá em Curitiba. Espero que venham mais conquistas. Quero estar aqui para ver de perto", ressalta.

Silvane não titubeia em dizer que a primeira casa dela é o Germano Krüger. "O meu convívio com jogadores e comissão técnica é maior do que com a minha família, pois é sábado, domingo, dia útil, em todas as refeições. A gente sempre está aqui. Na minha casa só chego à noite. Lá sou quase uma hóspede apenas", brinca.

E a dedicação ao Fantasma é retribuída em forma de carinho. "Tem um jogador que me chama até de mãe. É o Dione no caso. E eu chamo ele de filho. Ele tem quase a mesma idade do meu mais velho. O carinho que tenho é o mesmo. O Dione sempre pergunta como a gente está, como foi nosso dia", conta.

Mas os mais experientes do grupo não deixam por menos. "O Peixoto quando fez um gol na Série D do ano passado correu em nossa direção e disse que o gol era para os funcionários. Ele apontou para a gente. Saber que eles lembram da gente é emocionante".

Silvane trata com orgulho a profissão e a convivência diária com os protagonistas do clube. O maior desafio, na verdade, é ficar longe da cozinha de Vila Oficinas. "Tenho orgulho, pois aqui ninguém tem preconceito. Eles mostram muito respeito com a gente. Gosto do que faço e de onde trabalho. A gente pega férias e fica com saudade daqui. Todo dia é uma história diferente. Nunca cai na rotina".

Mas obviamente que ela não ia deixar de falar sobre a alimentação dos jogadores. A mando da comissão técnica, Silvane já foi "carrasca" dos atletas. "Quando começou a pré-temporada era só salada, não tinha fritura, nada disso", lembra. Porém, com todos em forma, o cardápio já está mais recheado. "Agora a gente pode fazer uma lasanha no almoço antes do jogo. Dá até para fazer pizza depois das vitórias".
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