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No voto, sócios do Operário decidem por não ceder GK para prefeitura

Votação acirrada não garantiu a porcentagem mínima para a municipalização do estádio

Por: Lucas Matos em 01/09/2018 22:50:34 atualizado em 15/11/2018 00:55:15

No voto, sócios do Operário decidem por não ceder GK para prefeitura
Grupo Gestor colocava municipalização do Germano Krüger como uma das formas mais viáveis para ampliação do estádio - Foto: Arquivo NEC

Enquanto o Operário decidia a primeira partida das semifinais da Série C em Bragança Paulista, outra disputa importante acontecia em Vila Oficinas. Entre as 13h30 e às 17h do sábado (1º), os sócios membros do clube social do Operário votavam a possibilidade de municipalizar o Estádio Germano Krüger.

Em disputa acirrada, com comparecimento de 168 eleitores, os sócios votaram por não ceder o estádio ao poder público. Com o resultado de 94 votos não e 74 sim, os associados não conseguiram atingir os 90% de votos válidos para que o imóvel pudesse ser cedido a prefeitura.

Apesar de discutir a cessão do estádio ao poder público, nenhuma proposta clara de como isso seria feito foi apresentada aos sócios. Segundo o presidente da diretoria do clube social, Marcos Cosmoski, a assembleia daria à diretoria do clube social as condições de iniciar uma negociação mais direta com a prefeitura.

“Eles (sócios) estão dando o aval para que a gente possa discutir e trabalhar em nome deles. Claro, se tiver um impedimento legal volta tudo à estaca zero. Sabemos da necessidade do clube, mas se tiver alguma coisa ilegal nas tratativas eu vou ser o primeiro a ser contra isso”, explica Cosmoski.

Segundo informações apresentadas ao início da assembleia, o Prefeito Marcelo Rangel teria se comprometido a investir R$2 milhões de reais na reforma e ampliação do estádio, e que esse valor poderia aumentar com a colaboração dos deputados federais da região. Apesar da promessa financeira, o fato de não haver nenhum documento assinado dando estas garantias e nenhum representante da Prefeitura participar do evento, causou certa insegurança entre os sócios.

Um destes sócios, Jorge Babo, votou pelo não, e explica os motivos que levaram a não considerar ceder o Germano Krüger ao município. “A época não é a ideal, daqui menos de dois meses teremos eleições que envolvem indiretamente aqui. Também não tinha nenhum representante da prefeitura, quem garante que a prefeitura investiria no estádio que seria municipal. Qual a garantia que a gente vai ter? Nós não sabemos o que a prefeitura vai investir no estádio”, explica o sócio.

Cosmoski ainda explica que um dos motivos para não haver uma proposta mais concreta para a cessão do estádio está no estatuto do Operário. “Não tem como a gente fazer tratativas com o município sem o aval do sócio, o próprio estatuto exige isso. Estamos seguindo todos os tramites que o estatuto do clube exige, estamos fazendo as coisas muito as claras, uma questão muito democrática”, detalha o diretor.

Sem poder contar com a verba pública da prefeitura, Joelcio Miranda, representante do grupo gestor na assembleia, afirma que agora voltarão ao plano original de construir o tobogã atrás do gol de entrada do Germano Krüger. A arquibancada seria erguida através da parceria com alguma empresa interessada em investir no clube. O diretor também afirma que o grupo gestor já investiu mais de R$300 mil nas reformas do estádio nessa temporada e que contava com a cessão para o poder público para focar os investimentos no futebol para a próxima temporada.

“Se não passar para o município, o grupo gestor tem já um projeto pronto, que é a construção do tobogã nos gols da entrada. Qual a dificuldade? O tobogã custa R$7 milhões. O Grupo Gestor e o Operário não possuem esse dinheiro, teria que viabilizar através de uma empresa que se dispusesse a investir no Operário. A melhor saída mais rápida que víamos seria a municipalização do estádio”, revela Joelcio.

Com o tramite interno encerrado, o clube aguarda o encerramento da participação do Operário na Série C para concentrar os esforços no planejamento para 2019 e na reforma do estádio. Além do aumento no número de assentos disponíveis no estádio, o Germano Krüger precisaria passar por uma reestruturação nos acessos e espaços como banheiros e bares, para atender exigências da CBF para a Série B.

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