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Comércio do GK não consegue atender demanda em dia de clássico paranaense

Empresa terceirizada peca na organização das vendas e deixa torcida insatisfeita

Por: Raylane Martins em 12/02/2019 06:59:38 atualizado em 12/02/2019 07:20:06

Comércio do GK não consegue atender demanda em dia de clássico paranaense

Torcedores só podem consumir alimentos e bebidas vendidos dentro do próprio estádio - Foto: José Tramontin/Operário Ferroviário

Comércio do GK não consegue atender demanda em dia de clássico paranaense

Com público total de 5.964 pessoas no Germano Krüger para assistir ao duelo entre Operário Ferroviário e Coritiba na decisão da classificação da Taça Barcímio Sucupira, o comércio dentro do estádio não suportou o número de atendimentos.

No final do primeiro tempo, já não havia mais copos disponíveis para a venda de água, refrigerante e outras bebidas. O ticket que o torcedor compra para trocar pelo item que deseja passou a ser um recorte de um pedaço de papel com escrita a caneta. Além disso, aqueles que compraram o ticket referente a um produto e não conseguiram consumir também não puderam trocar por outro ou receber o dinheiro de volta.

Nas redes sociais, a torcida alvinegra cobrou melhorias. “Comprei as fichas antes do início do jogo para evitar filas. Quando tentei recuperar meu dinheiro, se negaram. Independente do valor, é dinheiro e eu paguei por um produto que não tinha. É de extrema importância melhorar o serviço. Acredito que isso afasta eventuais pessoas que querem frequentar o Germano”, relata Thiago Ferreira, torcedor do Fantasma.

Por conta do calor e sem opção de bebida, a torcedora Milena Dias chegou a passar mal. "O calor estava insuportável. Fui comprar água, não tinha copo. No segundo momento, não tinha nem refrigerante e nem água. Você vai ao estádio com sua família para se divertir e acaba se irritando. Serviço de qualidade é fundamental para manter o sócio-torcedor e conseguir novos", destaca.

A empresa que realiza o comércio no Estádio Germano Krüger possui contrato com o clube até o final deste ano. Dessa forma, a mesma equipe trabalharia nos jogos da Série B do Campeonato Brasileiro, que devem reunir ainda mais torcedores. Segundo Álvaro Góes, presidente do Grupo Gestor do Operário, o episódio é reincidente e a diretoria tentará solucionar o transtorno.

"Teremos que tomar alguma atitude, pois é inadimissível que tenha acontecido isso. Nem eu tinha água se quer saber. Tive que pegar água no banco de reservas porque não tinha água para vender no estádio. O problema é que leva o nome do Operário. Mas vamos tentar resolver. Quero ver se rompemos o contrato e, se não pudermos, vamos dar um jeito de administrar isso de forma diferente", garante Góes.

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