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Da desconfiança à artilharia: Felipe Augusto analisa temporada no Operário

Jogador conta que opção pelo Fantasma “foi uma escolha bem sucedida”

Por: João Vitor Rezende em 30/11/2019 08:00:00

Da desconfiança à artilharia: Felipe Augusto analisa temporada no Operário

Em entrevista ao NEC, atacante alvinegro falou sobre seus momentos em alta e em baixa na temporada – Foto: João Vitor Rezende

Da desconfiança à artilharia: Felipe Augusto analisa temporada no Operário
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Artilheiro do Operário com oito gols, com tranquilidade até no tom de voz, louco pra tirar férias e se “desconectar” do futebol. Contratado para a Série B do Campeonato Brasileiro, Felipe Augusto provou em Vila Oficinas o ditado de que a “primeira impressão é a que fica”.

“Tive a oportunidade de jogar contra o Operário e a primeira impressão que eu tive do clube no jogo aqui no Germano era de que o time era forte em casa, com uma torcida que apoia bastante. Depois do Paulista quando o Operário me procurou fui buscar saber mais, sobre a forma como o clube trabalhava, o sucesso nos últimos anos tendo acessos seguidos, foram os motivos que me fizeram vir pra cá e posso dizer que foi uma escolha bem sucedida”, destaca o atacante alvinegro.

INÍCIO DIFÍCIL
Felipe balançou a rede logo em seu segundo jogo pelo Fantasma. Porém, o início na competição nacional foi ruim para a equipe, que foi para a pausa da Copa América na 17ª posição. Para deixar a parte inferior da tabela, o atacante fala em uma mudança que envolveu ordens táticas e também uma nova postura do grupo. “Nos primeiros jogos ficamos preocupados, as coisas não aconteciam pra gente, na maioria dos jogos a gente jogava bem mas não conseguíamos vencer. Mas sabíamos que estávamos no início do campeonato e que a pausa era importante pra gente melhorar”, conta.

O jogador cita que a maioria da equipe “entendeu o que é a Série B”, frase quase que como um mantra por muitas vezes, seja pela diretoria, técnico ou seus outros companheiros. Por isso, detalha o significado dessa afirmação:

“No início da competição a gente conseguia jogar bem, mas não conseguia vencer e a gente viu isso na Série B várias vezes. Inclusive times que vieram jogar aqui em Ponta Grossa, não jogaram bem, deram poucos chutes no gol e nos venceram. Na Série B, você tem que deixar um pouco de lado jogar bem pra ser mais objetivo, ganhar o jogo. No final da Série B, o que vai importar é a somatória de pontos, os jogos que venceu pra chegar ao seu objetivo e não o número de jogos bonitos que foram feitos durante a competição”, explica.

Jogador

OLHA O PRINT!
Ao falar de seu melhor momento com a camisa alvinegra, quando fez cinco gols em nove jogos após a retomada da Série B no segundo semestre, Felipe Augusto relembra uma fase goleadora que viveu no Botafogo-SP na última temporada. Porém, também destaca uma desconfiança que teve de superar quando chegou em Vila Oficinas. Inclusive, um pouco desse sentimento surgiu a partir de provocações de torcedores rivais.

“Quando cheguei aqui, me lembro que a maioria dos torcedores ficaram com um pé atrás. Quando vim pra cá, procurei não olhar muito redes sociais. Minha passagem no Paraná não foi muito boa, e depois da minha apresentação aqui meu irmão me mandou um print em que os torcedores do Paraná foram no Facebook do Operário pra falar mal de mim, me desmerecer nos comentários. Foi quando eu percebi que tinha que dar uma resposta rápida dentro de campo”, detalha.

Mesmo considerando a ‘zoeira’ das redes sociais como algo normal, Felipe opta por abrir mão de procurar comentários nestes meios. “Hoje é normal. Eu me conheço e tenho evitado de olhar até em momentos bons. Sou um cara que consigo absorver críticas, mas quando falam muita coisa ao seu respeito, ainda mais coisas ruins, você acaba as vezes acreditando que é realmente aquilo. Hoje é normal, tudo é rede social. As pessoas acham que pode escrever qualquer coisa, mesmo sem conhecer”.

Entretanto, após o bom momento, a fonte de gols secou. No dia 17 de setembro, aos fazer os dois gols da vitória contra a Ponte Preta pela 23ª rodada, comemorou com a torcida do Operário pela última vez nesta Série B. Desde então, são 12 partidas sem balançar as redes. O principal homem de frente do Fantasma fala em uma autocobrança, mas vê a passagem pelo clube como positiva até aqui. “Quem é mais próximo de mim sabe o tanto que eu me cobro e me cobrei bastante nessa reta final, quando tive uma queda de rendimento e aí os gols também começaram a não aparecer. Fiquei chateado por ser um momento importante na competição, o clube, meus companheiros precisavam dessa ajuda. Mas acho que, no campeonato todo, acho que ajudei bastante e fiz um bom trabalho no Operário”, analisa.

Para o atleta, parte da pressão também vem da expectativa dos torcedores conforme o rendimento. “O jogador leva esse peso. As pessoas te veem como o artilheiro do time. Na maioria das vezes que eu fiz os gols aqui era quando o time estava perdendo e eu fazia o gol do empate, ou no empate saía o gol da vitória e as pessoas acabam criando essa expectativa de que quando o time estiver em um momento ruim da partida você vai resolver. Nisso acaba que as vezes fico me cobrando mais”, explica.

ÚLTIMO JOGO
A despedida do Operário Ferroviário na Série B do Campeonato Brasileiro acontece neste sábado (30), contra o Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli. Durante o certame, o Fantasma esteve no Z4 em apenas duas rodadas. Por isso, Felipe Augusto fala em uma sensação de dever cumprido da equipe, mesmo tendo deixado escapar a chance de brigar pelo acesso.

“Vamos com o sentimento de honrar a camisa do clube e o nosso nome que também está em jogo, pra acabar bem o campeonato. Apesar do início ruim, passamos a maior parte do campeonato seguro brigando na parte de cima da tabela. Nenhum jogador que entra em campo entra para perder”, garante Felipe.

Sobre a possibilidade de uma ‘virada de mesa’ ao fim da competição, envolvendo o último adversário e as equipes que estão, o atacante não crê em uma mudança viável na classificação. “Ouvi um pouco sobre isso, os companheiros falaram no vestiário. A gente não acredita muito que isso pode acontecer, acho que já está definido, dificilmente vai mudar alguma coisa”, comenta.

O jogador também falou sobre o seu futuro e colocou como prioridade descansar a partir da próxima semana para se “desconectar do futebol”. Confira em mais um vídeo da TV NEC!

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