Em coletiva, Gusmão responde vaias e gritos da torcida após eliminação

Treinador segue no Operário e promete 'repensar algumas situações'

Em coletiva, Gusmão responde vaias e gritos da torcida após eliminação

Gerson Gusmão deixou o gramado com torcedores pedindo a saída do treinador - Foto: João Vitor Rezende

O Operário Ferroviário deixou o gramado do Estádio Germano Krüger nesta quinta-feira (05) em meio a vaias e gritos de 'vergonha, time sem vergonha', 'fora Gersinho', e 'tem que ter raça pra jogar no Operário'. A eliminação do alvinegro na Copa do Brasil, dentro de casa, por 2 a 0 para o América-MG foi amarga para os apaixonados pelo clube. 

O treinador compareceu normalmente à entrevista coletiva acompanhado pelo presidente do Grupo Gestor do Operário, Álvaro Góes, que não deu indícios de dúvida a respeito da continuidade de Gersinho. Sobre a reação dos torcedores, Gusmão tentou demonstrar tranquilidade. 

"A torcida está insatisfeita, está no direito de protestar. Depois do jogo, tem todo o direito. Quando termina o jogo não tem mais o que fazer e a vaia é natural, é normal, não é só aqui no Operário. Quando se tem uma expectativa na Copa do Brasil e vem essa derrota, a cobrança em cima do treinador é natural. O torcedor acha que a solução passa por uma mudança de comando, mas as coisas no futebol não funcionam só dessa maneira. Vou continuar trabalhando enquanto a direção achar que devo ficar. Já amanhã vou me concentrar no próximo adversário do Paranaense", avalia. 

Por outro lado, o comandante reconhece que mudanças serão necessárias a partir desta noite. "Quando temos um descontentamento geral assim, sabemos que temos que mudar alguma coisa, talvez passe por mudanças de jogadores, da maneira de jogadores, passamos a repensar algumas situações sempre em busca do melhor", garante.

ANÁLISE

"Até os trinta minutos do primeiro tempo fomos bem, aí melhoramos, mas começamos abaixo novamente no segundo tempo e depois do gol a equipe sentiu. Acho que a culpa passa pela improvisação. Todos tem uma parcela de culpa. Queríamos muito passar dessa fase, mas as coisas aqui nunca foram fáceis, nunca foram tranquilas, e vamos continuar trabalhando. Temos que melhorar e muito", admite Gersinho.

JOGADORES

"Infelizmente alguns jogadores não deram a resposta que imaginávamos e o adversário foi superior. Tentamos buscar uma reação em alguns momentos, até de forma desorganizada, porque o atleta as vezes perde a concentração e tenta fazer as coisas com pressa, mas a grande maioria tentou buscar, se indignou com o resultado", fala Gersinho, tentando ver aspectos positivos. Sobre a improvisação de Pablo do lado esquerdo, explicou: "O Julinho não estava no melhor condicionamento, estava desgastado do último jogo, e o Pablo era a opção que encontramos porque já tinha jogado ali em outros clubes".

E AGORA?

O Operário Ferroviário volta a jogar neste domingo (8), contra o Toledo, pela 10ª rodada do Campeonato Paranaense. Este será o penúltimo jogo do alvinegro no primeiro turno da competição. Neste momento, o Operário é o 4º colocado.

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