Gersinho acredita que jogo fora pode trazer tranquilidade aos atletas

Operário enfrentará o Londrina na última rodada da fase inicial do Estadual

Gersinho acredita que jogo fora pode trazer tranquilidade aos atletas

Técnico do Operário concedeu coletiva de imprensa após o duelo contra o Toledo - Foto: João Vitor Rezende

Em um clima tenso após três jogos consecutivos em casa sem vitória, o técnico Gerson Gusmão avaliou o atual cenário do Operário Ferroviário na reta final da primeira fase do Campeonato Paranaense. Na coletiva de imprensa ao fim do jogo contra o Toledo nesse domingo (8), o treinador afirmou que jogar longe do Ponta Grossa pode dar tranquilidade ao elenco.

“Entendo que um jogo fora de casa, nesse momento, talvez os atletas tenham mais tranquilidade pra jogar por toda cobrança que está sendo feita em cima deles aqui. Dói dizer isso, ser mandante sempre foi nosso forte ser mandante e a torcida sempre nos ajudou, contribuiu muito para as conquistas que o clube teve”, avaliou Gusmão.

Confira outras declarações do treinador alvinegro durante a coletiva.

ANÁLISE GERAL
“Quando o resultado não vem a gente começa a pensar em um monte de coisa, analisar o que aconteceu no jogo. A equipe começou bem dentro da proposta, independente de três atacantes ou dois, mas a gente parou de jogar em algum momento. Aí quando isso acontece, a equipe começa a buscar a bola longa que não era o que a gente precisava. A gente sabia que iríamos enfrentar uma pressão grande no estádio e teria que ter uma lucidez pra saber passar por essa cobrança”.

PRESSÃO
“O torcedor tem o direito de manifestar a sua insatisfação após o jogo. O Operário não se acostumou a ter resultados ruins em casa, apesar de na Copa do Brasil termos sido eliminados contra uma equipe que está em um estágio a frente do nosso. Nossa equipe está sendo reformulada e ainda não encaixou, enquanto o América-MG manteve sete jogadores titulares do ano passado e contratou destaques de outros times, então reforçou a equipe que por um ponto não subiu pra Série A. Vimos que nosso parâmetro para nível de Série B está abaixo, de alguns atletas esperávamos mais, um nível melhor, vimos que as coisas estão diferentes do que a gente pretendia. Com tudo isso que aconteceu em uma semana, com esses resultados ruins, a equipe ainda está brigando pelas primeiras posições”.

“Não é nada desastroso dentro da competição que temos um nível parecido com todas as equipes que enfrentamos, não tem nenhuma equipe que é infinitamente superior, foi em algum jogo, diferente do América-MG que está um estágio a nossa frente. É uma competição nivelada e que o Operário está vivo, aí pra Série B algumas coisas têm que ser reformuladas”.

JOGO FORA
“Entendo que um jogo fora de casa, nesse momento, talvez os atletas tenham mais tranquilidade pra jogar por toda cobrança que está sendo feita em cima deles aqui. Dói dizer isso, ser mandante sempre foi nosso forte ser mandante e a torcida sempre nos ajudou, contribuiu muito para as conquistas que o clube teve. Mas quando o momento é ruim, talvez os atletas possam ter mais tranquilidade, mas nada adianta se não tiver atitude, vontade e a confiança de buscar o resultado. O Operário depende só de si para ficar entre os quatro primeiros”.

SEGURANÇA PARA FAZER MUDANÇAS
“Tínhamos o planejamento de inserir mais alguns atletas da base, mas não é o momento, a responsabilidade não é deles, não são eles que tem que resolver essa situação. Em relação ao grupo, estamos tentando. Se você olhar durante a semana, todo jogo tivemos cinco ou seis alterações. Sabemos que temos o desgaste, a equipe fez um esforço tremendo na quinta, já buscamos contra o Athletico, a gente procura dentro dos números que temos colocar ou tirar algum jogador e imaginar que aquele que entre possa render mais, mas as vezes isso não acontece. A rodagem está acontecendo, demos oportunidades para quase todos os jogadores”.

“Algumas coisas não podem mudar tão rápido. Em uma semana de resultado negativo, não dá pra ir do céu ao inferno. Aquilo que você acredita, tem de objetivos, você tem que seguir uma linha. Falo como treinador, que preciso buscar alternativas para a equipe. Entendo que algumas situações de jogo, sobre três atacantes, talvez não fosse a melhor opção mas hoje o time precisava ser ofensivo, buscar o resultado. Se entrasse em casa com três volantes, a crítica viria. Quando o resultado não vem, as coisas negativas ficam mais em evidência. Fora de casa, com certeza não teremos três atacantes. Conseguimos ontem [sábado], por mais curto que foi, treinar uma variação do que pretendemos ter daqui pra frente”.

PRÓXIMO JOGO
O último compromisso do Operário Ferroviário na primeira fase do Campeonato Paranaense acontece no próximo domingo (15). O Fantasma terá pela frente um clássico contra o Londrina, às 16h, no Estádio do Café.

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