Operário estima perda de pelo menos 30% na receita de 2020 com a COVID

Plano de gestão de crise do Operário projeta três cenários de impacto

Operário estima perda de pelo menos 30% na receita de 2020 com a COVID

Operário está fechado desde 17 de março de 2020 por conta do coronavírus - Foto: João Vitor Rezende

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Com a propagação do coronavírus e a suspensão do calendário do futebol brasileiro, o Operário Ferroviário está parado há 50 dias. O impacto financeiro dessa paralisação obrigou o clube a alterar a projeção de receitas totais pensada para o ano de 2020. Um plano de gestão de crise foi inserido no balanço patrimonial.

A previsão inicial de superávit era de R$ 2,3 milhões como saldo positivo ao fim de 2020. Baseado neste número, foram construídos três cenários possíveis de impacto. O cenário mais provável estima uma perda de 30% das receitas - o Operário deixaria de ganhar R$ 4,4 milhões de reais na receita bruta e, ao fim do ano, o clube perderia em torno de 700 mil nos lucros. 

Os outros dois cenários estimam perdas de 40% e 50% nas receitas. Levando em conta o balanceamento de despesas, o impacto seria de 938 mil reais a menos em caixa ao fim do ano se a receita for 40% menor. No pior cenário, recebendo a metade do previsto, a queda no superávit estimado seria de mais de um milhão de reais - o saldo ao final do ano ficaria em R$ 1.172 milhões na expectativa do alvinegro. Em 2019, o Operário terminou a temporada com R$ 1,9 milhão.  

Entre as medidas citadas pelo Operário como alternativas para amenizar o impacto do coronavírus nas operações financeiras está a criação de um comitê de crise que vem avaliando ações possíveis. A administração do clube tem feito negociações com fornecedores e apoiadores para alinhar prazos de valores faturados e negociar valores futuros.

Neste período, o clube também tomou decisões voltadas ao custo de pessoal, como suspensão de novas contratações, utilização do mecanismo de banco de horas e férias coletivas, para preservar a renda. Caso o período de paralisação se estenda, o clube afirma, nas medidas de gerenciamento de crise, que adotará redução de remuneração e carga horária trabalhada, e pode suspender contratos através da utilização da Lay-Off - medida trabalhista que permite suspensão temporária de contratos por falta de recursos ou falta de atividade.

Outras soluções pensadas para o controle do impacto neste momento são as negociações para postergação de pagamentos de parcelas junto a bancos públicos e privados e utilização de linhas de crédito liberadas pelo Governo Federal e agências ligadas ao setor.

Em março, o Operário ficou inativo em metade do mês e a queda na receita foi de aproximadamente 40%. Segundo o presidente do Grupo Gestor do Operário, Álvaro Góes, a porcentagem de redução dos valores em caixa se manteve no mês de abril - novamente, 40% a menos na receita.  

 

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