Centro Agropecuário permite equoterapia e prática do paradesporto

Espaço em Ponta Grossa deve receber treinos e competições no próximo ano

Centro Agropecuário permite equoterapia e prática do paradesporto

Equoterapia desenvolve habilidades importantes para o paradesporto - Foto: Divulgação

O Centro Agropecuário de Ponta Grossa (CAM) recebe tradicionalmente atividades de equoterapia e, a partir do ano que vem, será palco de treinos para competições estaduais. Isso porque a Associação Paranaense de Equoterapia e Inclusão Equestre (APEIE), que obteve permissão de uso da área, foi contemplada em projetos que serão fomentados e financiados pelo Governo do Estado.

O resultado do edital foi divulgado em julho, mas, por conta da pandemia do coronavírus, as ações devem ser executadas somente em 2021, envolvendo treinamento, participação em competições e organização do Campeonato Paranaense.

A equoterapia acontece no Centro Agropecuário Municipal Airton Berger desde 2004. As atividades são desenvolvidas pela APEIE e têm o objetivo de promover o processo terapêutico de pessoas com deficiência física, mental e intelectual por meio da utilização do cavalo.

Após a reabilitação, com a continuidade das atividades, esses praticantes podem se tornar paratletas e têm a chance de participar de competições. No CAM são executados quatro programas: hipoterapia, educação/reeducação, pré-esportivo e prática esportiva paraequestre.

Cleberson Palhano, de 32 anos, começou a praticar a equoterapia e, com o tempo, foi desenvolvendo habilidades. Ele se tornou então um paratleta. Conforme Cleberson, as atividades auxiliaram no desenvolvimento de uma melhor postura.

“Eu fui desenvolvendo minha coordenação motora e hoje participo de provas de enduro, de dez quilômetros a cavalo. Gosto muito de participar das provas. Em 2017 tive a alegria de poder representar o Brasil em uma viagem internacional para Portugal. Foi um sonho que realizei e foi especial. Guardo muitas recordações. A equoterapia me levou longe”.

De acordo com o coordenador técnico e educador físico da APEIE, Eros Spartalis, comumente cerca de 60 pessoas realizam procedimentos da equoterapia por semana. Com a pandemia do coronavírus, o número de atendimentos diminuiu, mas não inviabilizou as atividades.

“Temos praticantes que são do grupo de risco da doença, por isso não estão participando no momento das ações. Mas, para aqueles que podem e que necessitam da terapia, estamos fazendo as sessões individualizadas, com o uso de máscaras e higienização dos equipamentos”, relata Eros.

APEIE

O projeto de equoterapia desenvolvido pela APEIE foi idealizado por Eros Spartalis. No início dos anos 2000, o educador físico, que já foi Oficial do Exército Brasileiro, apresentou a ideia para a Prefeitura de Ponta Grossa e conseguiu uma parceria com o Exército e a Sociedade Rural para desenvolver a atividade.

Quase duas décadas depois, Eros ministra cursos de equoterapia por todo o Brasil e no exterior, tornando-se referência na área. “No início vi que Ponta Grossa não tinha projetos de equoterapia e foi então que decidi implantar um com base no que vi no meu tempo de Oficial. A parceria com a Prefeitura, que nos permitiu o uso do CAM, foi essencial para o crescimento do projeto, pois o espaço ali é amplo e nos garante boas atividades. Hoje, somos o único centro autorizado do Paraná a formar profissionais nas áreas da Saúde e Educação que desejam trabalhar com equoterapia”, ressalta.

Para participar das atividades de equoterapia no CAM, o interessado deve ter prescrição médica que indique a prática da terapia. Posteriormente, é necessário agendar avaliações feitas por fisioterapeuta e psicólogo. Os telefones para contato são (42) 9 9108-2017 e (42) 9 9106-9748.

* Com informações da Assessoria

Compartilhe essa notícia com seus amigos!