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Após "renascer" o futsal feminino, China tem maior desafio da carreira

Treinador assume equipe masculina para retomar destaque de PG no salão

Por: ‎Emmanuel Fornazari em 31/03/2018 21:26:17 atualizado em 14/12/2018 05:37:31

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China acumula títulos desde as categorias de base até o profissional - Foto: João Vitor Rezende/RBM Assessoria
Levantar taça e pendurar medalhas no pescoço viraram rotina na carreira enquanto jogador profissional de futsal. É só ver a coleção de medalhas e troféus para saber que não se trata de adjetivação, mas sim mera constatação.

Campeão paranaense sub-15; campeão paranaense sub-17; Campeao Paranaense Chave Bronze 2005; Campeao Paranaense Chave Prata 2006; Pentacampeão Metrolitano de Curitiba FPFS; Tri Campeão Jogos Abertos do Paraná; e por aí vai.

Se disser que este feitos são do Carlos Eduardo Malaquinas, quem tem 36 anos, talvez o nome entorte tua memória como um drible rápido com a sola do pé, típico do futsal. Porém, o técnico e ex-jogador que responde pelo apelido de China não tem como confundir.

A fome pelo futsal começou cedo, como da maioria das crianças: jogando futebol na rua e em campos de bairros. Atuações em campeonatos de vilas e disputas municipais pelo Colégio Padre Carlos cresceram o olho de um dos ícones do futsal pricensino, Geraldo Machado, o Gegê.

"Quando eu fui vice-campeão dos Jogos Escolares, em 1995, o professor Gegê me chamou para jogar na seleção de Ponta Grossa pela primeira vez. Eu tinha 14 anos na época. Desde então, eu não sai mais do futsal", destaca o Destaque NEC do mês de Março.


Após títulos pela cidade, China jogou quatro anos em Curitiba. Em 2000, voltou para Ponta Grossa para realizar outro sonho simultaneamente: se formar em Educação Física pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Inclusive, o treinador destaca que a aliança entre esporte e estudo precisa ser um dos pilares para o desenvolvimento dos jovens. "No futsal poucos conseguem guardar dinheiro para se manter o resto da vida, é preciso ter um futuro profisisonal a partir do estudo", diz ao completar:

"Eu tive a felicidade de passar no vestibular e conseguir conciliar. Depois fiz pós-graduação e nunca parei de estudar. Isso é fundamental", crava o treinador, que anuncia uma parceria que vai aliar rendimento esportivo com educação.

O Ponta Grossa Futsal feminino fechou uma parceria com a Faculdades Secal e atletas vão ter a oportunidade de cursar ensino superior, enquanto representam a cidade. "Queremos estimular isso também para os meninos", aponta.

Na estrada do futsal há 15 anos, China alcançou feitos também fora de quadra, aqueles que ficam para a vida inteira. "A gente cria amizades, não muitas, mas sinceras. O esporte te proporciona isso". Ademir (auxiliar no PG Futsal), Cleverson Cabral (presidente do PGF Futsal) e Tércio Miranda (empresário e entusiasta) são alguns, ao lado de Gegê.

Agora China parte para o maior desafio da carreira. Depois de "renascer" o futsal feminino nos últimos três anos, ele tem a meta de colocar o masculino novamente em evidência, e sabe que não será um trabalho fácil.

"Nós sabemos que o torcedor tem aquela imagem do time vice-campeão paranaense, mas a realidade é agora é outra. Vamos trabalhar muito, com respeito ao carinho que os torcedores têm e com vontade de criar um projeto duradouro".

Independente dos próximos capítulos da trajetória esportiva, China guarda duas certezas na vida: "Minha família para mim é tudo. Quando eu venço, eles vencem também", Esta é primeira. A segunda é evidente: "eu nunca vou abandonar o esporte".

Confira a entrevista especial de China para o Destaque NEC 


*O Destaque NEC de março foi produzido pelo Net Esporte Clube em parceria com a RBM Assessoria
https://www.netesporteclube.com.br/artigo/Ponta-Grossa/5860/Apos-renascer-o-futsal-feminino-China-tem-maior-desafio-da-carreira" data-text="Após "renascer" o futsal feminino, China tem maior desafio da carreira">
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